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Oruam, alvo de operação contra CV, está foragido há quase 3 meses; VEJA

Ação policial também inclui familiares do artista em investigação sobre finanças do Comando Vermelho
Oruam, alvo de operação contra CV, está foragido há quase 3 meses; VEJA

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido desde o início de fevereiro, após decisão judicial que determinou prisão preventiva, e voltou a ser alvo de operação nesta quarta-feira (29/04) no Rio de Janeiro. A ofensiva da Polícia Civil mira integrantes ligados ao Comando Vermelho e inclui familiares do cantor. As informações são da CNN Brasil.

A ordem de prisão foi restabelecida após o Superior Tribunal de Justiça revogar decisão anterior que mantinha o artista em liberdade. O ministro Joel Ilan Paciornik apontou descumprimento repetido de medidas cautelares, com destaque para falhas no uso da tornozeleira eletrônica.

Operação amplia investigação sobre estrutura financeira de facção

De acordo com autoridades, desde novembro de 2025 foram contabilizadas 66 violações relacionadas ao monitoramento eletrônico, sendo 21 classificadas como graves apenas em 2026. Para o magistrado responsável pela decisão, o histórico compromete a eficácia das medidas impostas e justifica a prisão preventiva. A defesa sustenta que os problemas ocorreram por falhas técnicas, sem intenção de descumprimento.

Na ação realizada nesta quarta-feira (29/04), agentes também incluíram como alvos Márcia Nepomuceno e Lucas Nepomuceno, mãe e irmão do artista, ambos na condição de foragidos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados nas regiões de Jacarepaguá e Barra da Tijuca.

Durante as diligências, Carlos Alexandre Martins da Silva foi detido. Investigadores apontam ligação direta com a movimentação financeira atribuída ao núcleo familiar do cantor.

A apuração, conduzida ao longo de cerca de um ano, identificou um esquema estruturado para circulação de valores ilícitos. Segundo a polícia, recursos oriundos do tráfico passavam por diferentes contas e eram distribuídos para dificultar rastreamento, além de serem utilizados na aquisição de bens e pagamento de despesas.

Análises financeiras indicaram incompatibilidade entre valores movimentados e rendimentos declarados. Também foi identificada atuação coordenada entre diversos envolvidos, com intermediações sucessivas para ocultação da origem do dinheiro.

Conversas interceptadas revelaram contato entre Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”, apontado como liderança da facção, e um miliciano. Os diálogos reforçam a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, mesmo após anos de prisão.

A operação integra a chamada Operação Contenção, iniciativa do governo estadual voltada ao enfraquecimento da estrutura financeira, logística e operacional do grupo criminoso. Até o momento, a ação resultou em centenas de capturas, além de apreensão de armas e munições.

alfinetei

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