A atriz Titina Medeiros morreu aos 49 anos, no dia 11 de janeiro deste ano, durante complicações relacionadas ao câncer de pâncreas, e no velório, realizado no Ceará, um amigo revelou que dores constantes nas costas surgiram antes da confirmação da doença. As informações são do Quem.
Diagnosticada em abril de 2025, a artista decidiu atravessar o tratamento de forma reservada e manteve o quadro fora do noticiário. Durante a despedida, Raildon Lucena contou que o desconforto na coluna foi um dos primeiros sinais percebidos no período anterior à confirmação médica.

A dor persistente como sinal de alerta no câncer de pâncreas
Segundo o relato do amigo, a atriz deixou de viajar para um festival no Crato por conta do incômodo físico e, depois, dividiu a suspeita levantada após consultas médicas. No depoimento feito no velório, Raildon Lucena afirmou:
“No começo do ano passado, a gente ia para o Crato, no Ceará, em um festival. E ela não foi porque estava sentindo dores na coluna. Aí depois ela compartilhou comigo que buscou o médico e que estava com a suspeita [de câncer], né? Acho que só veio confirmar no quinto exame. Dei muita força para ela, falei meu depoimento, que eu tinha superado um câncer, que, na época, disseram que eu tinha pouco tempo, dois anos [de vida]. Mas consegui superar. A gente tinha muita esperança”.
Para compreender a relação entre dor nas costas e câncer de pâncreas, a revista ouviu a oncologista Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. A especialista explica que esse tipo de dor pode se confundir com problemas comuns e, por isso, tende a atrasar a suspeita clínica.
De acordo com a médica, o principal ponto de atenção surge quando o desconforto não cede com o tempo, aumenta de intensidade, responde pouco a analgésicos simples e não se relaciona com movimentos do corpo. A preocupação cresce quando surgem outros sinais, como náuseas, vômitos, perda de peso sem explicação e alteração da cor da pele e dos olhos, conhecida como icterícia.
Clarissa Baldotto ressalta que, nas fases iniciais, o câncer de pâncreas costuma não apresentar manifestações claras, já que o órgão fica localizado profundamente no abdome. Com o crescimento do tumor, os sinais aparecem de forma vaga e podem lembrar gastrite, alterações musculares ou dores na coluna, especialmente em pessoas mais velhas.
Outro ponto destacado pela especialista envolve a fragmentação do atendimento médico. Pacientes que buscam emergências diversas vezes acabam avaliados por profissionais diferentes, o que dificulta perceber a evolução contínua do quadro. Por esse motivo, a orientação é seguir investigando quando a dor persiste, mesmo após avaliações iniciais em outras especialidades.
