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Veja caixa de dinheiro em nome de Deolane achada com Player do PCC

Investigação aponta ligação entre influenciadora e operador financeiro associado ao PCC
Deolane Bezerra (Foto Reprodução Redes Sociais)

Deolane Bezerra (Foto Reprodução Redes Sociais)

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu uma caixa com cerca de R$ 20 mil em dinheiro durante operação realizada na casa de Everton de Souza, em Ribeirão Preto. O objeto possuía o nome de Deolane gravado na tampa, além da frase “O justo não se justifica”. A apreensão ocorreu durante cumprimento de mandado ligado à Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC. As informações são do Metrópoles.

Além da caixa de madeira com dinheiro, agentes também recolheram uma máquina utilizada para contagem de cédulas no imóvel alvo da operação. Segundo informações obtidas pelo portal, autoridades localizaram e bloquearam cerca de R$ 6 milhões em contas ligadas à influenciadora. A Justiça determinou bloqueio de bens avaliados em até R$ 27 milhões.

Investigação aponta relação próxima entre Deolane e “Player”

Everton de Souza, conhecido pelos apelidos “Player” e “Temer”, aparece nas investigações como intermediador financeiro ligado ao PCC. A Polícia Civil afirma que Everton atuaria na administração de bens e na movimentação de recursos destinados à cúpula da organização criminosa, incluindo Marcola e Alejandro Camacho.

Segundo investigadores, a relação entre Everton e Deolane ocupa posição central no inquérito. A polícia afirma que depósitos realizados para contas ligadas à influenciadora fariam parte de acertos financeiros mensais da facção criminosa.

A investigação identificou 34 transações com intermediários semelhantes, estrutura interpretada como tentativa de fragmentar a origem dos recursos. O contador Eduardo Affonso Rodrigues também aparece citado como responsável pela abertura e manutenção de empresas de fachada utilizadas pelos investigados.

Autoridades afirmam que essas empresas funcionariam em endereços residenciais sem atividade econômica compatível ou compartilhariam o mesmo espaço físico para diferentes CNPJs.

Documentos analisados pela polícia também mostram Deolane como representante legal de Everton em registros policiais e testemunha em ocorrências envolvendo o investigado. Em depoimento, Everton afirmou pagar aluguel de um apartamento pertencente à advogada no bairro do Tatuapé, em São Paulo, pelo valor de R$ 5 mil mensais.

A Operação Vérnix começou após descoberta de bilhetes encontrados em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os manuscritos continham informações relacionadas à estrutura interna do PCC, tráfico de drogas e supostos planos de ataques contra agentes públicos.

Segundo investigadores, a apuração identificou uma transportadora localizada próxima ao presídio como possível braço financeiro da organização criminosa. A partir dessa descoberta, autoridades passaram a analisar movimentações financeiras e supostos repasses destinados à influenciadora.

A defesa de Deolane afirmou em nota que a influenciadora é inocente e declarou que todas as atividades exercidas possuem respaldo legal. Os advogados também classificaram as medidas adotadas pela Justiça como desproporcionais e afirmaram confiança na atuação do Poder Judiciário.

alfinetei

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