Na noite de sábado, 9 de agosto, o Império Serrano vai realizar a despedida de Arlindo Cruz em um evento aberto ao público que promete ser tão emocionante quanto festivo, seguindo o desejo do sambista. O velório começa às 18h, na quadra da escola em Madureira, Zona Norte do Rio, e seguirá até as 10h de domingo, 10 de agosto. Durante a homenagem, haverá um gurufim, tradicional roda de samba marcada por música, emoção e reverência.
Segundo a família, um momento será reservado exclusivamente para parentes e amigos próximos. O sepultamento está programado para domingo, às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. A morte do cantor e compositor, aos 66 anos, foi confirmada por sua esposa, Babi Cruz, na tarde de sexta-feira, 8 de agosto. Arlindo estava internado desde abril no Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste, devido a uma pneumonia, e faleceu por falência múltipla dos órgãos.



O poeta do samba
Arlindo Domingos da Cruz Filho nasceu em 1958, no bairro de Piedade, subúrbio do Rio. Sua ligação com a música começou cedo, aos 6 anos, quando aprendeu a tocar cavaquinho. Na juventude, iniciou a carreira profissional participando de rodas de samba com diversos artistas. Na década de 1980, entrou para o grupo Fundo de Quintal, assumindo o posto deixado por Jorge Aragão.
Depois de deixar o conjunto, destacou-se como cantor solo a partir dos anos 1990 e, no mesmo período, iniciou parceria de sucesso com o sambista Sombrinha. Autor de sambas que marcaram gerações, Arlindo viu suas composições serem gravadas por nomes como Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, além de assinar sambas-enredos para o Império Serrano.
Nos anos 2010, ganhou ainda mais visibilidade ao participar de programas de televisão, como o “Esquenta!”, comandado por Regina Casé. Na mesma década, porém, sofreu um acidente vascular cerebral que comprometeu seus movimentos e alterou o ritmo de sua carreira.
