O misterioso desaparecimento de Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, será tema da série documental Volta, Priscila, da Disney+. A produção irá reviver o trágico 9 de janeiro de 2004, o último dia em que Priscila foi vista por seus familiares.
Insatisfação com as investigações
Em uma entrevista ao canal ESPN no YouTube, Vitor comentou sobre a série, que estreia no dia 25 deste mês, e fez um desabafo emocionado sobre a dor constante que sua família enfrenta. “Ontem meus pais enterraram minha irmã. Hoje temos que enterrar minha irmã de novo. É um enterro diário. É assim há 20 anos,” declarou o lutador, expondo a angústia que tem marcado suas vidas por duas décadas.




Vitor Belfort também expressou sua frustração com o andamento das investigações. “Autoridades que a gente achava que estavam do nosso lado, podendo solucionar o caso, não fizeram. Se alguém tem alguma culpa, pode falar. Não vai acontecer nada. O crime está prescrito,” lamentou, revelando seu desapontamento com as autoridades responsáveis.
Hipóteses sobre o caso
Durante a conversa, o lutador compartilhou suas suspeitas sobre o que pode ter ocorrido com sua irmã. “Tem coisas por trás de desaparecimentos. Escravos sexuais, tráfico de pessoas, tráfico de órgãos. Tenho certeza que pelo menos 10, 20 pessoas sabem do caso da minha irmã. E essas 20 pessoas, o inferno espera elas,” disse ele, com fortes palavras de revolta.
Ele ainda destacou a gravidade da indústria que acredita estar envolvida. “Desaparecimento não é crime. Se não tem corpo, não tem crime. O problema é que por trás do desaparecimento tem a indústria do sexo e do tráfico de pessoas. É a indústria que mais cresce no mundo,” completou o lutador, encerrando seu desabafo.
