A saída de Dan Lin da liderança da divisão de filmes da Netflix teria sido acompanhada por desavenças nos bastidores. Entre os episódios mencionados, estão desacordos com Ben Affleck em relação a dinheiro e escolhas criativas.
A relação entre Lin e Affleck ruiu por múltiplos motivos. Em primeiro lugar, Lin questionou internamente a compra da InterPositive, empresa de inteligência artificial fundada por Affleck, por US$ 587 milhões, um valor que já causava ceticismo entre outros executivos da empresa.

Além do impasse financeiro, divergências criativas em relação ao filme “Sobrevivênvia” [Animals] inflamaram o clima.
O vazamento de avaliações críticas feitas por Lin sobre o longa provocou a indignação de Affleck, que cortou o diálogo direto com o executivo. O desgaste já era visível na estreia da produção, onde Dan Lin evitou apresentar o filme e restringiu sua presença ao tapete vermelho.
Frentes de conflito e reformulação na cúpula
A postura de Lin também gerou ruídos com outros grandes nomes da indústria. Durante uma reunião sobre o projeto “Nárnia: O Sobrinho do Mago”, o executivo teve um desentendimento com a diretora Greta Gerwig. Considerado desdenhoso pela equipe da cineasta, Lin acabou afastado do projeto.
Aliás, essas tensões coincidiram com uma limpa no alto escalão da empresa. Pouco antes do desligamento de Lin, o vice-presidente Doug Belgrad foi afastado. Em seguida, a Netflix promoveu a demissão surpresa da chefe de conteúdo Bela Bajaria, substituindo-a por Peter Rice, ex-executivo da Disney.
