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“O Eternauta”: ficção científica argentina estreia na Netflix com suspense, invasões e promessas para novas temporadas

Baseada na clássica HQ de 1957, a série estrelada por Ricardo Darín mistura drama, política e fantasia alienígena em uma das adaptações mais esperadas do ano.
O Eternauta (foto Divulgação Netflix)

O Eternauta (foto Divulgação Netflix)

Chegou à Netflix nesta quarta-feira (30) O Eternauta, série baseada na cultuada história em quadrinhos argentina criada em 1957 por Héctor Germán Oesterheld e ilustrada por Francisco Solano López. Com apenas seis episódios, a primeira temporada já está disponível na plataforma e vem gerando grande repercussão entre o público latino-americano e não apenas por seu apelo nostálgico, mas também por sua potente carga simbólica e narrativa distópica.

A série acompanha Juan Salvo, interpretado por Ricardo Darín, em meio a um cenário apocalíptico que se inicia quando uma nevasca mortal atinge Buenos Aires, dizimando a população e isolando os sobreviventes. Em uma noite de verão em Buenos Aires, uma misteriosa nevasca mortal dizima a maior parte da população e deixa milhares de pessoas isoladas. Juan Salvo e seus amigos iniciam uma luta desesperada pela sobrevivência. Tudo muda quando descobrem que a nevasca tóxica é apenas o primeiro choque de um exército de outro planeta que invade a Terra. A única maneira de sobreviver é resistir e lutar juntos. Ninguém se salva sozinho.

Essa neve mortal é apenas o primeiro movimento de uma sequência de ataques orquestrados por forças alienígenas que vão além do convencional. Durante a primeira temporada, vemos apenas parte das ameaças por exemplo criaturas parecidas com besouros. Mas quem leu os quadrinhos sabe que a escalada do perigo é muito maior.

Ao longo da HQ original, os vilões aparecem em camadas. Após a neve e os besouros, surgem robôs responsáveis por provocar alucinações, que afetam o psicológico das vítimas, tornando-as vulneráveis ao ataque. Em seguida, entram em cena os chamados Homens Robôs que são humanos controlados por dispositivos fixados em suas nucas. No final da primeira temporada da série, os espectadores já tiveram um vislumbre dos “Mãos”, seres de múltiplos dedos que obedecem os verdadeiros comandantes da invasão. E ainda está por vir o exército dos Gurbos, criaturas brutais comparadas a rinocerontes, que agem como armas vivas.

Esses elementos indicam que a adaptação deve se estender por ao menos mais uma temporada, já que boa parte do arsenal alienígena ainda não foi explorado. Na obra original, o ápice da invasão ocorre com a chegada dos alienígenas principais, que lideram o cerco a partir de uma nave localizada na Congress Plaza.

A produção da série é assinada por Bruno Stagnaro, que também assume a direção, e conta ainda com os talentos de Carla Peterson, Marcelo Subiotto (vencedor de prêmio por Puan no Festival de San Sebastián 2024), César Troncoso, Andrea Pietra e Ariel Staltari (Okupas). O elenco sólido e a qualidade técnica da série ajudam a transformar O Eternauta em um dos lançamentos mais relevantes do ano para a ficção científica em língua espanhola.

Anunciada há mais de cinco anos, a adaptação foi recebida com altas expectativas e entrega, ao que tudo indica, uma trama fiel ao espírito original, mas atualizada para novos públicos. Com política, drama humano e crítica social mascarada sob a estética do sci-fi.

alfinetei

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