Nesta segunda-feira (3), passou a circular nas redes sociais uma gravação que mostra uma mulher correndo acompanhada de outras pessoas durante a megaoperação realizada em 25 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. O conteúdo passou a ser associado à jovem apontada como “Penélope” ou “Japinha do CV”, que não aparece na relação oficial de mortos da ação. As informações são do Metrópoles.
O vídeo ganhou destaque após a confirmação, nesta mesma semana, de que o corpo previamente atribuído à integrante do Comando Vermelho era, na verdade, de Ricardo Aquino dos Santos, integrante da facção e alvo de mandados judiciais. A partir disso, novos questionamentos surgiram sobre o paradeiro da mulher tratada como “musa do crime”.








Busca por confirmação do nome da pessoa atingida
Até o momento, autoridades não confirmaram a identidade da pessoa que aparece nas imagens. O material passou a circular acompanhado de especulações e teorias sobre o envolvimento da jovem com a tentativa de fuga durante a ofensiva policial. A vítima mostrada em fotografia amplamente compartilhada tinha sido associada à figura feminina, mas a checagem comprovou que o corpo pertencia a um homem não identificado até então.
A comunicação oficial aponta que nenhum nome feminino consta entre os 115 suspeitos já identificados entre os 117 mortos. O mistério sobre o paradeiro da suposta integrante do Comando Vermelho segue, enquanto equipes da Delegacia de Homicídios da Capital continuam as apurações relacionadas aos confrontos, com acompanhamento do Ministério Público. A Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil também avalia vínculos de mortos com a facção.
Nos dias anteriores, fotos e perfis falsos atribuídos à figura feminina circularam com conteúdos enganosos e pedidos de doações via Pix, além de tentativas de promover plataformas de apostas. Pessoas chegaram a se passar por familiares para prolongar a narrativa. Em manifestação nas redes, a irmã pediu que cessassem o compartilhamento das imagens atreladas à suposta morte, afirmando que conteúdos falsos estavam sendo usados para manipular o público.
Veja o vídeo:
