Após a remoção de um tumor na parte final do intestino, a cantora Preta Gil continua seu tratamento contra os novos tumores em seu corpo. Ela identificou novas áreas da doença nos linfonodos, peritônio e ureter, o que a levou a retomar a quimioterapia. Agora, a artista começou um tratamento a laser.
A doença voltou em quatro locais diferentes do corpo, sendo dois linfonodos, uma metástase no peritônio e um nódulo no ureter. Mesmo com uma nova cura, a cantora vai precisar ser monitorada por médicos regularmente.




Em entrevista à CARAS Bem-Estar e Saúde, o oncologista Jorge Abissamra explica que o acompanhamento médico após alta do paciente é recomendado principalmente nos primeiros cinco anos para descartar qualquer possibilidade de uma nova remissão.
“O diagnóstico precoce de fato salva vidas e diminui a chance de ter recidivas como a Preta teve. Talvez, quando ela teve o diagnóstico, talvez, não sei detalhes do caso, mas não era uma doença tão inicial e é por isso que a doença voltou”, alerta.
“Um paciente oncológico a gente nunca fala em alta médica. É um paciente que tem que ficar para sempre monitorado. Isso varia de cada equipe, mas geralmente os pacientes que terminaram o tratamento acabam repetindo os primeiros dois anos a cada três meses e depois de dois anos, pelo menos, acabam seis meses por até cinco anos. Depois de cinco anos, é importante que esse paciente, pelo menos uma vez ao ano, acompanhe com um oncologista. Porque nos primeiros dois anos é a maior chance de recidiva”, explica.
Preta Gil expõe sintomas durante quimioterapia: ‘Intensa’
Na última terça-feira (15/10), fez um relato sincero em seus stories no Instagram sobre os desafios que vem encontrando ao lidar com os efeitos do tratamento. Mostrando-se em uma aula de pilates, Preta comentou o cansaço extremo que sente após as sessões de quimioterapia.
“Hoje eu consegui reagir depois de quatro dias de muita prostração, fadiga, cansaço, que é absolutamente normal,” contou a cantora, destacando como esses sintomas são comuns em quem está passando pelo mesmo processo.
Preta Gil ressaltou que a fadiga se intensifica a cada ciclo, já que os efeitos da quimioterapia se acumulam ao longo do tempo. “A gente faz a quimio e em média três dias depois que acaba a gente começa uma fadiga muito intensa. E a minha a cada ciclo fica mais intensa porque a quimioterapia é acumulativa, então a gente vai ficando muito baqueada,” explicou a artista ao descrever os sintomas que vem enfrentando.
Apesar das dificuldades, Preta enfatizou a importância de continuar se movimentando, mesmo em meio ao cansaço. “Óbvio que tem dias que eu não consigo fazer, aconteceu semana passada. Mas hoje eu acordei melhor, tenho acompanhamento das minhas duas oncologistas,” disse ela, mostrando-se resiliente e comprometida com sua recuperação.
