Em Franca (SP), no dia 27 de outubro, um bebê de apenas 53 dias chamado Micael Benício Freitas Bernardo foi levado à Santa Casa local apresentando parada cardiorrespiratória, hematomas e fraturas no crânio e nas costelas, conforme apontaram exames médicos.
A Polícia Militar foi acionada devido à suspeita de violência infantil. Posteriormente, Thalita Ariel Freitas de Camargos, de 25 anos, e Paulo Ricardo Borges Bernardo, de 22, foram presos sob suspeita de envolvimento na morte do recém-nascido.




Conforme informações do G1, o caso atual não é o único episódio trágico envolvendo Thalita e seus filhos. Em 2022, seu primeiro bebê faleceu aos 39 dias. Segundo Thalita, ela o encontrou “com o corpo frio” após o banho e uma soneca.
Embora o boletim de ocorrência tenha registrado a morte como “natural”, mencionando possíveis problemas respiratórios, detalhes como marcas roxas no corpo, observadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao chegar, suscitaram questionamentos sobre as circunstâncias da morte.
Depoimento dos acusados
Thalita afirma ser inocente e diz estar em luto pela perda do bebê. Em seu relato, ela conta que deixou o bebê sob os cuidados do marido enquanto foi votar e, ao retornar, encontrou o filho em estado crítico, momento em que chamou o Samu, que o levou ao hospital. Paulo, por outro lado, declara que o bebê teria caído acidentalmente enquanto ele o dava banho.
A polícia segue investigando este novo caso, levantando suspeitas sobre a causa dos ferimentos em Micael. As fraturas e hematomas encontrados no corpo do bebê são compatíveis com lesões resultantes de agressão. Até agora, Paulo não contratou defesa, enquanto Thalita continua detida. A investigação está em andamento, aguardando novos exames que possam esclarecer as causas da morte do bebê.
