Drake optou por se unir ao grupo BTS, da Coreia do Sul. O rapper confirmou que não tem planos de enviar suas produções para o Grammy 2027. Como resultado, a Academia de Gravação dos Estados Unidos passa por mais um período de tensão.
O rapper de 39 anos resolveu manter sua postura crítica em relação à premiação e deixou de fora da avaliação oficial os seus três álbuns lançados em 2026: Iceman, Maid of Honor e Habibti.
Cabe destacar que essa atitude reflete um padrão recorrente na carreira do artista, que já havia adotado o mesmo boicote com projetos anteriores, como More Life e Certified Lover Boy.


Além disso, a decisão ocorre em meio a um ano turbulento para o cantor, marcado por desentendimentos com a gravadora UMG devido à repercussão do sucesso Not Like Us, de Kendrick Lamar.
Aliás, o próprio canadense já havia deixado clara sua intenção na faixa Make Them Know, na qual afirma que jamais submeteria o álbum à premiação.
Protesto e controvérsia com o BTS
Em paralelo, o grupo de K-pop BTS anunciou um boicote conjunto em protesto contra a recém-criada categoria de Pop Asiático. Em um comunicado assinado pelos sete integrantes, o grupo questionou as exigências linguísticas da Academia.
Nesse sentido, os artistas argumentam que o impacto cultural e a qualidade artística de uma obra devem se sobrepor a barreiras geográficas ou linguísticas.
Afinal, a diretriz atual deixaria de fora, por exemplo, o sucesso Swim, faixa inteiramente gravada em inglês que alcançou o topo das paradas americanas.
Diante da pressão da indústria, o CEO da Academia de Gravação, Harvey Mason Jr., admitiu que a nova categoria não alcançou o objetivo desejado.
