O cantor Justin Bieber voltou aos holofotes após o single Beauty and a Beat alcançar o Top 1 global do Spotify, impulsionado pela repercussão de sua apresentação recente no Coachella.
Apesar do grande volume de reproduções, o artista não recebe o valor total gerado pelo sucesso da faixa — e o motivo está ligado a um acordo firmado anos atrás envolvendo seu catálogo musical.




Venda de catálogo mudou divisão dos lucros
Em 2023, Justin Bieber negociou parte dos direitos autorais e royalties de músicas lançadas ao longo de sua carreira até dezembro de 2021. O acordo incluiu cerca de 290 faixas e envolve, principalmente, os direitos ligados à composição das músicas.
Com isso, quem mais lucra diretamente com o desempenho atual de hits antigos — como “Beauty and a Beat”, lançada originalmente em 2012 — é a empresa Hipgnosis Songs Capital, que passou a deter os direitos de composição dessas canções.
Cantor ainda recebe parte dos ganhos
Mesmo após a venda, Bieber continua recebendo valores de forma indireta. Isso acontece porque ele segue vinculado à Universal Music Group, responsável pelos masters (as gravações originais) das músicas.
Nesse modelo, uma parcela dos ganhos gerados pelos streams é destinada à gravadora e, posteriormente, repassada ao artista. No entanto, o valor costuma ser menor quando comparado ao que seria recebido se ele ainda detivesse todos os direitos autorais das canções.
Direitos completos valem apenas para projetos recentes
Atualmente, Justin Bieber mantém integralmente apenas os direitos autorais e royalties ligados aos álbuns Swag e Swag II, que ficaram fora do pacote vendido no acordo firmado em 2023.
