Às vésperas de subir ao palco da turnê “O Último Voo da Nave”, que estreia neste sábado (25) em São Paulo, Xuxa Meneghel aproveitou o momento para desmentir boatos que circulam há tempos sobre supostos desentendimentos com integrantes do grupo das Paquitas motivados por divergências políticas.
Em depoimento concedido ao site Hugo Gloss, a apresentadora tratou primeiro da presença das ex-assistentes de palco no novo show: “Eu tenho as minhas ex-Paquitas que eu não consegui trazer todas, são 14 Paquitas. Quem podia vir, vai estar”.




Na sequência, foi direta ao tratar da polêmica sobre o rompimento com algumas delas: “Muita gente fala: ‘A Xuxa deixou de falar com alguma Paquita por causa de política’. Não, eu só deixo de falar com Paquita se é homofóbica. Para mim, eu não suporto isso. Homofobia não dá para mim”.
O que Juliana Baroni contou sobre os cachês
Outro assunto que voltou a circular envolve declarações antigas de Juliana Baroni, que fez parte do grupo entre 1990 e 1995 — justamente o período de maior popularidade das Paquitas em todo o Brasil. Em participação no podcast “Os Bastidores de Tudo”, conduzido pelo apresentador Léo Paiva, a atriz relembrou como era a remuneração da época e destacou que ela ficava bem distante da fama que o grupo tinha.
Segundo Juliana, o valor ajudava no sustento, mas não garantia luxo algum: “Pra uma criança de 11 anos, era um dinheiro bom, mas não bancava a minha vida. Não é o que as pessoas pensam. Eu vou dar um dado, não é pra criar polêmica, não, é só pra gente ter uma noção. Se a Xuxa ganhava 80 mil, 100 mil na época para fazer um show, as paquitas ganhavam 200 reais”.
A atriz explicou ainda que a renda das Paquitas vinha de diversas frentes de trabalho, incluindo shows, filmes e discos, além do salário fixo pago pela Globo. Ainda assim, segundo ela, a soma de tudo isso não era suficiente para garantir conquistas maiores: “Era muito trabalho. Como a gente fazia show, filme, gravava disco, tinha o salário da Globo, os salários somados davam uma boa quantia. Mas não o suficiente pra você ficar rica, comprar apartamento, nada disso, nada, não tinha isso”.
Questionada por Léo Paiva sobre se os pagamentos aumentaram à medida que a fama do grupo crescia, Juliana foi enfática ao dizer que não havia essa correspondência: “Mais e mais famosas, mas isso não significa que a gente foi ganhando mais e mais dinheiro. A gente foi fazendo mais coisas, mas a proporção era sempre mais ou menos essa. Se mantinha. Mas eu, ainda da minha geração, eu fui uma das meninas, por conta da minha mãe, que eu consegui guardar dinheiro”.
