A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quinta-feira (29/10) o registro de cinco novas canetas aplicadoras de análogos de GLP-1. Entre os produtos aprovados, três têm liraglutida como princípio ativo e dois são formulados com semaglutida. Os medicamentos possuem indicações voltadas ao tratamento do diabetes ou ao controle da obesidade. A decisão consta na Resolução 4.244/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Os novos produtos foram registrados por diferentes empresas responsáveis pela comercialização no Brasil, enquanto a fabricação ficará a cargo de companhias farmacêuticas instaladas na Índia. A aprovação amplia o número de opções disponíveis no mercado nacional para tratamentos que utilizam esse tipo de medicamento.
Veja quais são os medicamentos aprovados
Aribet (liraglutida): destinado ao tratamento do diabetes. O registro foi concedido à Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda., com fabricação pela indiana Biocon.
Lyrza (liraglutida): indicado para o tratamento da obesidade, associado à prática de exercícios físicos e à adoção de mudanças na alimentação. O produto será comercializado pela Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda. e fabricado pela Biocon, na Índia.
Wylovol (liraglutida): também tem indicação para o tratamento da obesidade em conjunto com atividade física e alterações na dieta. O registro pertence à Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda., com produção da Biocon.
Embeltah (semaglutida): indicado para o tratamento do diabetes. O registro foi concedido à Dr. Reddy’s Farmacêutica do Brasil Ltda., enquanto a fabricação será realizada pela OneSource Specialty, empresa indiana.
Sevema (semaglutida): destinado ao tratamento do diabetes. O registro foi concedido à Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A., com fabricação também pela OneSource Specialty.
Com as cinco novas autorizações, a Anvisa chega a 20 canetas de uso antidiabético e para controle da obesidade aprovadas ao longo de 2026.
A ampliação do número de registros faz parte de uma estratégia para aumentar a disponibilidade desses tratamentos no país. A entrada de novos produtos também tende a ampliar a concorrência entre fabricantes e fornecedores do setor farmacêutico.
A iniciativa está relacionada a uma demanda do Ministério da Saúde dentro do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis). A proposta é fortalecer a oferta nacional e contribuir para a manutenção do abastecimento de medicamentos em canetas, especialmente diante da elevada procura por essas opções de tratamento.
