Apenas 33% dos eleitores registrados nos Estados Unidos aprovam a forma como Donald Trump conduz a Presidência, segundo pesquisa divulgada neste domingo (6/9) pelo Financial Times. O índice é o mais baixo registrado desde o início do levantamento, realizado pelo jornal em parceria com a Focaldata, empresa especializada em pesquisas de opinião e análise de dados. Entre os republicanos, a aprovação também recuou: foram três pontos percentuais a menos em relação a agosto, levando a taxa para 72%, o pior resultado da série.
Os números mostram que a avaliação negativa não se restringe ao eleitorado em geral. Parte dos republicanos também passou a demonstrar maior insatisfação com a atuação do presidente, especialmente em temas relacionados à economia, ao emprego e às próximas eleições para o Congresso.
Economia pesa na avaliação do presidente
Entre os republicanos entrevistados, 53% aprovam a maneira como Trump conduz a economia e as condições de emprego. O percentual representa uma queda de oito pontos em relação ao levantamento anterior.
A pesquisa também apontou que 46% dos entrevistados consideram que Trump está prejudicando as chances de candidatos republicanos nas eleições para o Congresso. Além disso, 47% afirmaram que o apoio do presidente faria com que tivessem menos disposição para votar em determinado candidato.
O levantamento foi realizado pela internet entre 28 de agosto e 1º de setembro e contou com a participação de 1.914 eleitores registrados. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos.
De acordo com o Financial Times, a percepção sobre a economia dos Estados Unidos e o aumento do custo de vida estão entre os principais fatores que ajudam a explicar a queda na aprovação de Trump. A guerra com o Irã também aparece entre os elementos citados, em razão dos impactos sobre os preços dos combustíveis e de outros produtos.
Os dados ainda mostram uma avaliação negativa sobre a situação financeira dos americanos. Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados disseram estar em uma condição econômica pior durante o governo de Donald Trump.
