Na última quinta-feira (21), a Colômbia registrou dois ataques violentos que resultaram na morte de pelo menos seis civis e 12 policiais, além de mais de 60 feridos, segundo autoridades locais. O primeiro ataque ocorreu em Cali, no Departamento do Vale do Cauca, com explosivos direcionados à base aérea Marco Fidel Suárez, enquanto o segundo envolveu o abate de um helicóptero da polícia em Amalfi, em Antioquia. As informações são do g1.
O presidente colombiano Gustavo Petro relacionou os ataques a dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Após a derrota da coluna Carlos Patiño, com a perda de grande parte do Cânion Micay, temos uma reação terrorista em Cali”, escreveu Petro no X (antigo Twitter). Em outro post, Petro atribuiu o ataque ao helicóptero policial à Frente 36 do Estado-Maior Central (EMC). Nenhum grupo assumiu oficialmente a responsabilidade.


Investigações seguem em andamento
Autoridades municipais informaram que pelo menos 65 pessoas ficaram feridas no ataque em Cali, onde explosões danificaram moradias e provocaram a evacuação de diversos edifícios. A prefeitura implementou fechamento de ruas e restrições de tráfego, e o prefeito Alejandro Eder ofereceu recompensa de até 400 milhões de pesos (aproximadamente R$ 545 mil) para identificar os responsáveis.
O helicóptero policial abatido em Amalfi transportava agentes que realizavam erradicação manual de plantações ilícitas. O diretor-geral da polícia, Carlos Fernando Triana, classificou o ataque como “ação terrorista” e destacou que ocorreu enquanto a aeronave apoiava operações de combate a plantações ilegais. Grupos dissidentes das Farc e o Exército Gaitanista da Colômbia (EGC), conhecido como Clã do Golfo, atuam na região de Antioquia.
Cali e o Departamento do Cauca enfrentam ataques recorrentes de facções armadas que disputam território e mantêm confrontos entre si e contra o Estado colombiano. A cidade de Cali, terceira mais populosa do país, possui cerca de 2,2 milhões de habitantes e já foi alvo de outras ondas de violência nos últimos meses, incluindo explosões atribuídas ao EMC que resultaram em mortes e ferimentos.
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