Priscila Kelly Azevedo, de 40 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira (26), em Outeiro, distrito de Belém, acusada de dopar um bebê de 11 meses. A técnica de enfermagem foi flagrada por câmeras de segurança da casa onde trabalhava, no bairro do Marco, forçando a criança a ingerir comprimidos. A Justiça decretou a prisão preventiva da suspeita na quarta-feira (25), por tentativa de homicídio qualificado. As informações são do Roma News.
“Desde a denúncia, a equipe realizou diversas diligências investigativas e iniciou o monitoramento da investigada, representando à Justiça pelo mandado de prisão preventiva, além do pedido de busca e apreensão domiciliar, ambos deferidos. Durante o monitoramento e após o deferimento da decisão judicial, constatou-se que a investigada havia se evadido da residência onde morava, no bairro de São Brás. Após intenso trabalho investigativo, ela foi localizada escondida em Outeiro, onde foi cumprido o mandado de prisão expedido em seu desfavor”, explicou o delegado Theo Schüler, diretor da Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA).


Família do bebê soltou nota sobre o ocorrido
A investigação começou após os pais do bebê notarem sinais anormais de sonolência na criança. Ao revisar os pertences de Priscila, a família encontrou medicamentos como quetiapina e sertralina, comumente usados para tratamento de transtornos psiquiátricos. O vídeo do circuito interno foi decisivo para confirmar a suspeita.
No início da apuração, a babá chegou a ser ouvida por uma delegada de plantão e liberada, o que provocou revolta nos familiares da vítima. Diante da repercussão, a Polícia Civil do Pará abriu um procedimento disciplinar para investigar a conduta da delegada. Um novo delegado assumiu o caso e conduziu as diligências até a expedição do mandado de prisão.
Durante a operação, batizada de “ELI”, agentes da DATA, com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil (NIP), localizaram a suspeita na casa de um familiar. A polícia apreendeu medicamentos e seringas, que foram encaminhados à perícia.
A criança passou por exames toxicológicos no Instituto Renato Chaves. O resultado deve sair em até 30 dias. Priscila Kelly foi levada à sede da DATA, em Belém, prestou depoimento e permanece à disposição da Justiça. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) segue com a investigação para apurar a dinâmica dos fatos e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Em nota, a família do bebê se pronunciou sobre o ocorrido: “Após ampla repercussão e diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil do Estado do Pará instaurou inquérito policial e vem conduzindo a investigação com celeridade. Na data de ontem, a prisão preventiva da técnica de enfermagem foi decretada pelo juíz Heyder Tavares, e foi cumprida na manhã de hoje pelas autoridades competentes. A família está aliviada por ver que a justiça está sendo feita. Agradecemos à Polícia Civil do Estado do Pará, em nome do delegado Theo Schüler, pelo comprometimento e pela seriedade com que o caso está sendo conduzido. Seguimos acompanhando os próximos passos da investigação com esperança e confiança de que a verdade prevalecerá”.
Veja o vídeo:
A babá suspeita de dopar um bebê de 11 meses no dia 19 de junho, em Belém, foi presa na manhã desta quinta-feira (26). A suspeita, identificada como Priscila Kelly, é técnica de enfermagem, e teve sua prisão preventiva decretada pelo juíz Heyder Tavares. pic.twitter.com/RrHpkYwRpQ
— Portal Roma News (@RomaNewsOficial) June 26, 2025
