Nesta sexta-feira (25), o Banco Central apresentou uma nova moeda de circulação comum em celebração aos 60 anos de fundação da instituição. A peça tem valor de R$ 1 e começará a ser distribuída por meio dos bancos que operam no país. A tiragem será de 23,17 milhões de unidades. As informações são do g1.
O Banco Central informou que o desenho da nova moeda traz no anverso o selo comemorativo dos 60 anos da instituição, ao lado da marca oficial do órgão, envoltos por linhas diagonais. O anel externo exibe as inscrições “Banco Central do Brasil” e “1965-2025”. O reverso mantém o modelo tradicional das moedas de R$ 1 atualmente em circulação.



Moeda especial faz parte das comemorações pelos 60 anos do Banco Central
A nova moeda possui núcleo de aço inoxidável e anel de aço carbono revestido em bronze. Com 27 milímetros de diâmetro, 7 gramas de peso e bordo com serrilha intermitente, a peça reforça o caráter comemorativo da data sem alterar sua função como meio de pagamento.
O Banco Central começou a operar oficialmente em abril de 1965, mesmo que a lei de criação tenha sido sancionada no fim de 1964. Em 2025, portanto, a instituição celebra seis décadas de funcionamento. Desde 2021, o Banco Central conta com autonomia formal, concedida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que garante mandatos fixos de quatro anos ao presidente e aos diretores do órgão, sem coincidência com o ciclo presidencial.
A principal missão do Banco Central é manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é composto pelo presidente do BC e pelos ministros da Fazenda e do Planejamento. Para isso, define a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.
“O anverso [frente] apresenta em destaque o selo comemorativo dos 60 anos do BC, acompanhado da marca da Instituição e de linhas diagonais. O anel dourado contém as legendas ‘Banco Central do Brasil’ e ‘1965-2025’. Já o reverso é igual ao de uma moeda padrão de R$ 1 da segunda família”, explicou o Banco Central.
Segundo o Banco Central, “a estabilidade dos preços preserva o valor do dinheiro, mantendo o poder de compra da moeda. Para alcançar esse objetivo, o BC utiliza a política monetária, política que se refere às ações do BC que visam afetar o custo do dinheiro [taxas de juros] e a quantidade de dinheiro [condições de liquidez] na economia”.
A partir de 2024, a meta de inflação passou a ser contínua, com objetivo central de 3% ao ano, dentro de uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que significa um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Caso a inflação permaneça fora da meta por seis meses seguidos, o presidente do Banco Central deve justificar a situação em carta enviada ao ministro da Fazenda, procedimento que foi adotado neste mês.
