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Banda usa imagem de traficante decapitado em operação no Rio em capa de álbum e gera polêmica; veja

Grupo carioca é acusado de desrespeito e exploração após transformar foto de corpo de jovem morto em arte promocional
Ravel do CV (Foto: Reprodução)

Ravel do CV (Foto: Reprodução)

Os desdobramentos da megaoperação realizada na última terça-feira (28), nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, continuam movimentando as redes sociais. Um dos episódios mais comentados foi a morte de Yago Ravel, conhecido como “Ravel do CV”, cuja cabeça foi encontrada amarrada em uma árvore.

O caso ganhou novos contornos após a banda carioca de Black Metal Gonan divulgar peças promocionais que utilizam a imagem do traficante decapitado. A foto foi transformada em arte de capa de álbum e também em estampa de camiseta, o que rapidamente gerou indignação e protestos.

A atitude do grupo foi amplamente criticada por familiares de Ravel, por movimentos de direitos humanos e até por fãs do gênero musical, que classificaram a iniciativa como “exploração de uma tragédia humana” e “ato de desrespeito”.

Jovem foi encontrado morto após operação no Alemão e Penha

Yago Ravel, de 19 anos, foi localizado sem vida usando roupas camufladas. Em suas redes sociais, onde acumulava mais de dois mil seguidores, o jovem aparecia empunhando armas e fazendo gestos ligados à facção Comando Vermelho.

De acordo com o atestado de óbito, a causa da morte foi descrita como “secção medular cervical, múltiplos ferimentos cortantes e fraturas de ossos da face”. O documento ainda aponta “ruptura do couro cabeludo com secção medular e exposição do conteúdo encefálico”, confirmando a brutalidade do crime.

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