Um episódio de forte tensão militar marcou o início da semana no Oriente Médio. A força aérea do Catar interceptou e derrubou dois bombardeiros iranianos que avançavam em direção a pontos considerados estratégicos no país, incluindo uma base que abriga tropas dos Estados Unidos.
De acordo com informações divulgadas pela CNN, a ação ocorreu na manhã de segunda-feira (2). Na ocasião, a Guarda Revolucionária do Irã teria enviado dois aviões de ataque do modelo Sukhoi Su-24, de origem soviética, em direção ao território catariano.




Caças foram acionados para impedir ataque
Fontes ouvidas pela emissora indicam que os bombardeiros estavam a poucos minutos de alcançar seus possíveis alvos. Entre eles estaria a Base Aérea de Al-Udeid, estrutura militar que costuma receber cerca de 10 mil soldados norte-americanos, além da instalação de processamento de gás natural de Ras Laffan, considerada fundamental para a economia do Catar.
Durante o trajeto, os aviões foram identificados transportando bombas e munições guiadas. Para evitar serem detectados por radares, os bombardeiros teriam voado extremamente baixo, chegando a cerca de 24 metros de altitude.
Autoridades do Catar tentaram contato por rádio com as aeronaves, mas não obtiveram resposta. Diante da aproximação e da ausência de comunicação, os aviões passaram a ser tratados como uma ameaça hostil.
Com isso, a força aérea catariana mobilizou caças para a interceptação. Um McDonnell Douglas F-15 foi enviado e conseguiu derrubar os dois bombardeiros antes que eles alcançassem os possíveis alvos.
Após o confronto, as aeronaves caíram em águas territoriais do Catar. Equipes de resgate iniciaram buscas pelas tripulações. Em coletiva realizada na terça-feira (3), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Majed Al-Ansari, afirmou que as operações de busca continuam.
