Na madrugada desta quinta-feira (14), uma operação policial foi realizada em um imóvel em Ceilândia, Distrito Federal, ligado a Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tiu França,” o chaveiro de 59 anos que se explodiu em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O local foi inspecionado por equipes da Polícia Federal, Polícia Militar, e o Corpo de Bombeiros, após o evento que causou alarme em Brasília. A operação, iniciada às 22h, seguiu a explosão que abalou a Praça dos Três Poderes e as proximidades de um anexo da Câmara dos Deputados. Moradores relataram que policiais à paisana cercaram a área antes da chegada de viaturas e cães farejadores da Polícia Militar.





A polícia foi acionada ao identificarem artefatos suspeitos. O Grupo Especializado em Bombas e Explosivos (GBE) da Polícia Federal foi chamado para inspecionar possíveis ameaças de bomba.
Operação e achados na residência do suspeito
Por volta das 2h30, uma equipe do GBE chegou ao local, onde realizou duas pequenas explosões controladas para desarmar dispositivos. A operação, que se estendeu até 4h30, encontrou o local em desordem, com objetos espalhados, sugerindo uma possível preparação de explosivos.
Francisco, que já havia se candidatado a vereador em Rio do Sul (SC) pelo PL em 2020, postava mensagens em redes sociais mencionando explosões e lançando desafios à Polícia Federal.
O segurança do STF, Natanael Carmelo, relatou que Francisco foi visto com uma mochila e se comportava de maneira suspeita próximo à estátua da Justiça. Segundo Natanael, Francisco retirou alguns itens da mochila e, ao ver os seguranças, abriu a camisa e advertiu-os para que não se aproximassem. Logo em seguida, ele se deitou, acionou o explosivo e aguardou a detonação, que causou sua morte.
