Na sexta-feira, 18 de julho, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma nova etapa nas investigações sobre a morte de Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, empresário de 36 anos encontrado morto dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos no final de maio. Os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão contra quatro suspeitos apontados como possíveis envolvidos no crime e já identificaram um deles.
As diligências foram realizadas semanas após o corpo ter sido localizado no dia 30 de maio. De acordo com informações apuradas pelo portal Metrópoles, um dos alvos da operação é um lutador de jiu-jítsu que também trabalha como segurança no Autódromo de Interlagos. O homem possui antecedentes por furto e ameaça e já prestou depoimento sobre o caso.



Mandados e novas descobertas na investigação
Em nota oficial divulgada na sexta-feira, o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa confirmou que o suspeito foi levado à delegacia para ser ouvido. “O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu, nesta sexta-feira (18), mandados de busca e apreensão como parte do inquérito que investiga a morte de um empresário, cujo corpo foi encontrado em 3 de junho. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros itens que possam contribuir para o esclarecimento do crime. Dentre os alvos dos mandados está um segurança da empresa que presta serviço de vigilância no local, cujo envolvimento no caso é apurado”, informou o órgão.
Outro ponto que chamou atenção no inquérito foi a análise de vestígios de sangue encontrados no carro de Adalberto. Havia a suspeita de que o material biológico pudesse ser da esposa do empresário, Fernanda Dandalo. No entanto, o laudo técnico revelou outra origem. “O segundo perfil não é compatível com o da esposa, mas pertence a um perfil feminino desconhecido”, afirmou o delegado Rogério Thomaz, do Departamento Estadual de Investigações Criminais.
Apesar da descoberta, a Polícia Civil acredita que o sangue não esteja relacionado com o assassinato de Adalberto. A principal linha de investigação aponta que o material pode ter origem em um episódio anterior à morte do empresário.
Segundo a CNN, os familiares de Adalberto informaram que não se recordam de nenhum incidente recente que pudesse justificar a presença do sangue no veículo. Ainda assim, a polícia reforça que, até o momento, não há indícios de que a mancha tenha relação direta com o homicídio.
