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Colesterol: novas regras reduzem valores ideais e criam categoria de risco extremo

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia estabelecem limites mais rígidos para LDL e não-HDL e incluem exame inédito de lipoproteína(a)
Colesterol (Foto Reprodução Redes Sociais)

Colesterol (Foto Reprodução Redes Sociais)

Na última terça-feira (23), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou atualização das diretrizes sobre dislipidemias e prevenção da aterosclerose. O documento trouxe mudanças importantes, como a redução dos níveis considerados ideais de colesterol LDL e não-HDL para pessoas de baixo risco cardiovascular, além da criação de uma nova categoria chamada risco extremo. As informações são do g1.

Segundo a SBC, o excesso de gordura no sangue pode se acumular nas artérias e levar à aterosclerose, condição crônica que reduz a circulação e aumenta a probabilidade de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), principais causas de morte no Brasil e no mundo. O objetivo das novas regras é orientar médicos e especialistas a identificar o risco de cada paciente e ajustar o tratamento de forma mais precisa.

Limites mais rígidos e criação da categoria de risco extremo

A principal mudança foi a redução do valor de referência do LDL, conhecido como “colesterol ruim”, para pessoas de baixo risco, que passa de 130 mg/dL para 115 mg/dL. Para risco intermediário, o ideal continua sendo inferior a 100 mg/dL; para alto, abaixo de 70 mg/dL; e para muito alto, menor que 50 mg/dL. A novidade é a inclusão do risco extremo, no qual o LDL deve permanecer abaixo de 40 mg/dL.

O documento também alterou os valores do não-HDL, que reúne todas as partículas de colesterol consideradas prejudiciais. Para a população de baixo risco, o limite caiu de 160 mg/dL para 145 mg/dL. Na nova categoria de risco extremo, o valor não deve ultrapassar 70 mg/dL.

Além disso, pela primeira vez as diretrizes recomendam que todos façam ao menos uma vez na vida o exame da lipoproteína(a), também chamada de Lp(a). Esse tipo de gordura, cuja elevação é de origem genética, está diretamente ligado ao aumento de doenças cardiovasculares, mas não sofre influência de fatores como dieta ou sedentarismo. O nível ideal deve ser inferior a 30 mg/dL (75 nmol/L).

As novas regras ainda orientam pacientes com risco alto a extremo e colesterol elevado a iniciar tratamento com estatinas associadas a ezetimiba, além de considerar terapias como anti-PCSK9 e ácido bempedoico. O objetivo é reduzir ainda mais as chances de complicações cardiovasculares em grupos vulneráveis.

alfinetei

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