Nesta terça-feira (02/07), o corpo da publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, será transportado pela Força Aérea Brasileira (FAB) de São Paulo ao Rio de Janeiro, com previsão de chegada por volta das 18h30, na Base Aérea do Galeão (BAGL). Juliana Marins faleceu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, e a família requisitou uma nova perícia médico-legal para esclarecer o horário exato da morte e apurar se houve falha no atendimento prestado pelas autoridades locais.
A Defensoria Pública da União (DPU), responsável por protocolar a solicitação, informou que a certidão de óbito foi emitida com base em autópsia realizada pelas autoridades indonésias, mas não apresentou conclusões precisas sobre o momento do falecimento. “A certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil, em Jacarta, se baseou em autópsia realizada pelas autoridades indonésias, mas não trouxe informações conclusivas sobre o momento exato do falecimento”, informou a Defensoria Pública da União por meio de nota oficial.




Família busca esclarecimentos sobre possível negligência
A defensora pública Taísa Bittencourt destacou a importância do novo exame pericial para preservar provas que possam contribuir na apuração dos fatos. A solicitação da nova autópsia foi feita pela DPU-RJ com o apoio da prefeitura de Niterói, a pedido da família da publicitária.
A irmã da vítima, Mariana Marins, relatou que a iniciativa foi tomada diante de dúvidas geradas pela conduta das autoridades indonésias durante o resgate. “Com auxílio da GGIM da Prefeitura de Niterói, acionamos a Defensoria Pública da União (DPU-RJ), que imediatamente fez o pedido na Justiça Federal solicitando uma nova autópsia no caso da minha irmã, Juliana Marins. Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas”, disse Mariana Marins ao jornal O Globo.
A Defensoria Pública da União confirmou, ainda na segunda-feira, que o pedido de realização da nova autópsia foi apresentado durante o plantão judicial no domingo, 29 de junho. A solicitação estabelece que o exame seja feito em até seis horas após a chegada do corpo ao território nacional. O sorteio do processo definiu a 7ª Vara Federal de Niterói como responsável por deliberar sobre o caso nesta terça-feira.
A Polícia Federal também declarou que está à disposição para prestar apoio logístico, inclusive no transporte do corpo até o Instituto Médico Legal (IML) designado para a nova perícia, caso a medida seja autorizada pelas autoridades competentes.
Mariana Marins afirmou ainda que a família preferia não adiar a despedida, mas considerou a reautópsia necessária diante das falhas observadas no resgate. “A gente não tem certeza de muita coisa, porque foram muitos descasos. Não queríamos dar mais esse passo, mas infelizmente entendemos ser necessário para sabermos o que realmente aconteceu com a Juliana”, afirmou Mariana Marins.
