Uma criança autista de 7 anos saiu sozinha de uma escola particular localizada no bairro Centro, em Fortaleza, na tarde da última sexta-feira (17), sem ser notada pelos funcionários. O menino, que é não verbal, foi encontrado cerca de 40 minutos depois, a alguns quarteirões da unidade de ensino. As informações são do g1 Ceará.
Câmeras de segurança da rua Conselheiro Estelita registraram o momento em que o estudante deixou o colégio por volta das 17h30. As imagens mostram a criança atravessando a via sem acompanhamento e se aproximando de duas pessoas que estavam em uma calçada, antes de continuar correndo pela rua.



Mãe relata desespero ao perceber desaparecimento do filho
De acordo com a mãe, a criança frequenta a escola em período integral, chegando às 8h e saindo às 17h40. Ao chegar para buscar o filho, a mãe foi informada pelos funcionários que ninguém sabia onde a criança estava.
À TV Verdes Mares, a mulher contou que notou o comportamento estranho dos funcionários logo ao entrar na escola. “Quando eu entro, elas não sabem o que me dizer, com um sorriso meio irônico, meio sem graça, ela foi e disse assim ‘não sabemos cadê ele’”, relatou. “Eu saí desesperada. Eu saí gritando, pro carro, para ligar para a polícia, para ligar para o avô para saber se ele tinha buscado [o menino]”.
Por volta das 18h10, um catador de lixo que passava pela região ouviu os gritos da mãe e informou que moradores haviam encontrado uma criança sozinha na rua São Paulo, próximo ao Cemitério São João Batista. A mulher correu até o local e encontrou o filho, que não sofreu ferimentos.
Escola anuncia medidas e investigação é aberta
Em nota enviada à TV Verdes Mares, a direção da escola afirmou que “manifesta profundo respeito ao nosso aluno de sete anos e à sua família pelo episódio” e informou que, ao constatar a ausência, a equipe gestora iniciou imediatamente as buscas.
A instituição comunicou ainda que adotará novos controles de entrada e saída de alunos, promoverá capacitação de funcionários e revisará fluxos internos de comunicação e vigilância. Segundo a nota, a escola mantém “postura de transparência, diálogo e acolhimento, colocando-se integralmente à disposição da família”.
A mãe do menino registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que confirmou que o caso está sob investigação da Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes (Dececa).
