A defesa de Alexandre Pires se pronunciou nesta quarta-feira (23/9), após o cantor ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga uma organização suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Em nota enviada ao Metrópoles, a equipe afirmou que a relação do artista com o empresário Matheus Possebon estava ligada exclusivamente à negociação de apresentações.
Segundo o comunicado, a defesa sustenta que eventuais irregularidades investigadas pelas autoridades e que estejam fora desse vínculo profissional seriam de responsabilidade exclusiva do empresário. O texto também afirma que Alexandre Pires segue a rotina pessoal e profissional e aguarda o esclarecimento dos fatos.
Defesa divulga comunicado sobre relação com empresário
“A defesa do cantor Alexandre Pires vem a público esclarecer que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época.
Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor.
Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires.
O cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada.”
A Polícia Federal realizou novas buscas contra Alexandre Pires e Matheus Possebon nesta quarta-feira (23/9), durante a segunda etapa da Operação Disco de Ouro. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à comercialização e à exportação de minérios. Segundo a apuração, mais de US$ 48 milhões, equivalentes a cerca de R$ 246 milhões, teriam sido movimentados e ocultados.
Alexandre Pires e Possebon também foram investigados na primeira fase da operação, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, a Polícia Federal apurava um esquema que teria movimentado aproximadamente R$ 250 milhões a partir da exploração e comercialização ilegal de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
