A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, apresentou nesta segunda-feira (9) uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando as regras de atendimento jurídico na Penitenciária Federal de Brasília. Os advogados afirmam que o atual procedimento dificulta o contato direto e rápido com o cliente após sua transferência para a unidade.
Segundo a equipe de defesa, o presídio exige que as visitas sejam solicitadas com antecedência, o que faz com que os encontros só sejam marcados para datas futuras. Para os advogados, esse modelo pode comprometer a comunicação necessária para acompanhar o andamento do processo.



Defesa pede visitas sem monitoramento
Outro ponto levantado no pedido encaminhado ao STF trata do sigilo das conversas entre cliente e advogados. A defesa solicitou que os atendimentos ocorram sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação, garantindo a confidencialidade prevista na legislação que regula a atuação da advocacia.
No documento, os representantes do banqueiro também pedem autorização para levar cópias impressas do processo e fazer anotações durante os encontros. Caso essas condições não possam ser asseguradas na unidade atual, os advogados solicitaram que Daniel Vorcaro seja transferido para outro estabelecimento prisional em Brasília que permita o exercício dessas garantias.
Antes de ser levado ao sistema penitenciário federal, Vorcaro estava detido em um presídio na cidade de Potim, no interior de São Paulo. A mudança para a capital federal ocorreu após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
