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Descubra os sintomas da nova variante XEC da Covid-19

A variante XEC, nova linhagem da Covid-19 derivada da Ômicron, foi identificada em três estados do Brasil, com sintomas parecidos com as variantes anteriores.
Covid 19 Xec (foto Reprodução Redes Sociais)

Covid 19 Xec (foto Reprodução Redes Sociais)

Uma nova linhagem da Covid-19, conhecida como variante XEC, foi detectada no Brasil, sendo identificada em três estados diferentes. Derivada da variante Ômicron, essa nova subvariante da doença tem mostrado uma capacidade de disseminação superior às cepas anteriores, e já está se tornando prevalente nos países onde foi registrada.

A XEC foi detectada pela primeira vez em agosto de 2024, na Alemanha, e desde então se espalhou rapidamente para mais de 35 países, incluindo regiões da Europa, Américas, Ásia e Oceania. De acordo com a plataforma Gisaid, que monitora a evolução do vírus, a XEC já está em expansão nos Estados Unidos, representando 10,3% das amostras de Covid-19 sequenciadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a XEC como uma “variante sob monitoramento”, o que significa que ainda não é considerada uma variante de grande preocupação, mas está sendo observada de perto por especialistas em saúde.

Casos confirmados no Brasil

No Brasil, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificou a nova variante em amostras de dois pacientes do Rio de Janeiro. Pouco tempo depois, foram confirmados casos em São Paulo e Santa Catarina, com amostras colhidas em agosto e setembro, respectivamente.

De acordo com o geneticista Salmo Raskin, a variante XEC é uma recombinante, o que significa que ela é uma mistura de duas variantes anteriores, a KS.1.1 e a KP.3.3, que têm origem na linhagem JN.1, atualmente prevalente no Brasil.

Sintomas e riscos da nova variante

Os especialistas explicam que, por ser uma subvariante da Ômicron, a XEC não deve causar sintomas muito diferentes das cepas anteriores. Os sintomas mais comuns incluem febre, fadiga, dores no corpo, tosse e dor de garganta, sendo semelhantes às infecções já conhecidas.

O infectologista Julio Croda, da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), ressalta a importância da vacinação atualizada, já que as variantes podem ter algum nível de escape imunológico.

Embora não haja indícios de que a XEC cause quadros mais graves, a maior disseminação pode elevar o número de casos e possivelmente aumentar as hospitalizações, destaca Croda.

alfinetei

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