O dólar encerrou os negócios desta quinta-feira (24/9) com valorização de 0,48% ante o real, a R$ 5,19. No mesmo dia, o Ibovespa recuou 0,99%, aos 183,9 mil pontos. Foi a segunda sessão consecutiva de queda para o principal índice da B3, que havia perdido 0,86% no pregão anterior.
O movimento ocorreu em um cenário de maior cautela entre investidores. No mercado brasileiro, três temas permaneceram no centro das atenções: a trajetória dos preços do petróleo, a possibilidade de novos aumentos dos juros nos Estados Unidos e o ambiente eleitoral. Nesta quinta-feira, o cenário político teve influência menor sobre os negócios, embora os investidores tenham acompanhado notícias envolvendo a viagem de Flávio Bolsonaro entre a Flórida e Brasília em um avião ligado a uma empresa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Petróleo volta a subir
Os contratos futuros do petróleo retomaram a trajetória de alta pelo segundo pregão consecutivo, depois de acumularem cinco sessões de queda. O Brent, referência internacional, avançou 3,41% e terminou o dia cotado a US$ 106,60 por barril. Já o WTI, usado como referência no mercado norte-americano, teve alta de 2,65%, para US$ 94,61.
Durante a sessão, as cotações chegaram a níveis ainda mais elevados, mas perderam parte dos ganhos após surgirem informações sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã.
Segundo informações divulgadas pela Reuters e repercutidas pela imprensa, os dois países discutem uma possível negociação em etapas envolvendo a retomada da circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Em contrapartida, estaria em discussão o encerramento do bloqueio naval americano contra o Irã.
A movimentação em torno da região continua sendo acompanhada de perto pelo mercado, já que eventuais mudanças no fluxo de transporte pelo Estreito de Ormuz podem afetar o abastecimento e, consequentemente, os preços internacionais da commodity.
