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Dólar cai com mercado já ansioso com Selic de setembro

Dólar (foto Reprodução Redes Sociais)

Dólar (foto Reprodução Redes Sociais)

O dólar iniciou os negócios desta quarta-feira (5/8) em baixa de 0,34% diante do real, negociado a R$ 5,11. Na sessão anterior, a moeda americana havia subido 0,87%, encerrando o dia cotada a R$ 5,13. Na Bolsa, o Ibovespa começou o pregão com valorização de 0,80%, aos 179,3 pontos, mas apresenta oscilações ao longo da manhã.

O comportamento do câmbio brasileiro acompanha o movimento observado no exterior. Por volta das 10h15, o índice DXY, indicador que acompanha o desempenho do dólar em relação a seis moedas de referência, entre elas euro, iene e libra esterlina, registrava queda de 0,12%, aos 99,75 pontos. Entre os fatores que influenciam os negócios estão as tensões entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade, ainda incerta, de que os dois países avancem em negociações.

Petróleo volta a subir e mercado monitora emprego nos EUA

Depois de registrar perdas consecutivas desde o fim de semana, o petróleo retomou a trajetória de alta. O Brent, usado como referência internacional, avançava 0,96%, negociado a US$ 80,12 por barril. Já o WTI, principal referência do mercado americano, apresentava alta de 0,16%, a US$ 75,89.

Os investidores também reagiram aos novos números do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Dados divulgados pelo relatório ADP apontaram uma redução no ritmo de contratação do setor privado americano em julho.

Foram criadas 44 mil vagas no mês passado, contra 95 mil postos registrados em junho. O resultado também ficou abaixo das projeções dos analistas, que esperavam a abertura de aproximadamente 70 mil empregos.

O desempenho pode indicar uma perda de força da economia dos Estados Unidos. Caso essa tendência se confirme, a perspectiva de menor pressão sobre os juros americanos ganha espaço entre os investidores. O relatório ADP, sigla para Automatic Data Processing, é elaborado pelo Laboratório de Economia Digital da Universidade Stanford.

No mercado doméstico, as atenções estão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC). O colegiado deve anunciar nesta quarta-feira, no início da noite, a nova decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A expectativa predominante entre os agentes financeiros é de uma redução de 0,25 ponto percentual. Se confirmada, a taxa passará para 14% ao ano.

Além do tamanho do eventual corte, o mercado estará atento à comunicação do Copom sobre os próximos passos da política monetária. Uma das principais dúvidas é se o Banco Central dará alguma sinalização sobre a reunião prevista para setembro.

alfinetei

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