Desde que emigraram da Europa Central para a América do Norte no século 18, os Amish se tornaram conhecidos por seu estilo de vida único. Hoje, eles dependem das mesmas práticas de criação de gado leiteiro e transporte a cavalo que foram seguidas por seus ancestrais durante séculos.
Os Amish povoam o imaginário de roteiristas, documentaristas e sociólogos de Hollywood há décadas. Porém, nos últimos 10 anos, seu estilo de vida passou a despertar um interesse cada vez maior do mundo da medicina, uma vez que eles parecem desafiar uma tendência moderna particularmente preocupante.




Embora as taxas de doenças relacionadas ao sistema imunológico que começam na infância, como asma, eczema e alergias, tenham aumentado desde a década de 1960, este não foi o caso entre os Amish.
A razão para isso está em insights reveladores sobre como nossos sistemas imunológicos operam — e as maneiras profundas pelas quais os animais em nossas vidas os afetam.
Estudos publicados em revistas científicas de prestígio, como o Proceedings of the National Academy of Sciences, sugerem que essa exposição precoce a uma diversidade maior de bactérias e alérgenos ajuda a “calibrar” o sistema imunológico. Em vez de reagir de forma exagerada a substâncias inofensivas (o que causa alergias), o corpo aprende a identificar e combater ameaças reais de forma mais eficiente.
O “efeito fazenda” dentro de casa
Esse fenômeno é semelhante ao chamado “efeito fazenda”, em que se observa que crianças criadas em ambientes rurais e em contato com animais desenvolvem menos alergias e asma. Ter um pet em um apartamento na cidade pode, de certa forma, replicar esse benefício, diversificando o microbioma do lar e, consequentemente, o nosso.
