A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) abriu uma investigação para apurar um caso que gerou grande repercussão em Vitória (ES). Um funcionário de uma lanchonete gravou um vídeo e publicou nas redes sociais insinuando que poderia envenenar a comida de um grupo de policiais militares. A gravação causou indignação entre internautas e autoridades.
O caso ocorreu na sexta-feira (14), quando o funcionário, ao se deparar com um pedido feito por PMs, decidiu gravar um vídeo sugerindo que poderia adulterar a comida antes de entregá-la. No registro, ele diz: “O que você acha que tenho de fazer com esse tipo de comanda? Olhem o nome. Jogo veneno? O que que eu jogo? Passado! E vou lá fazer o lanche deles. Com a fé de Deus, e eles que lutem. Se morrer, não fui eu. Foi produto ruim estragado da loja. Eu não tenho culpa. Não vou me responsabilizar. Boa noite.”


As imagens rapidamente começaram a circular nas redes sociais, gerando críticas e levantando preocupações sobre a segurança alimentar e o comportamento do funcionário. Diante da repercussão negativa, a lanchonete tomou uma decisão imediata e demitiu o funcionário.
Suspeito se justifica após polêmica
Com a grande repercussão do caso, o funcionário tentou minimizar a situação ao fazer uma nova publicação, onde alegou que tudo não passou de uma brincadeira. Ele também reconheceu que errou ao expor o nome do estabelecimento no vídeo.
No entanto, o argumento não convenceu muitos internautas, que continuaram criticando a atitude do ex-funcionário. Além disso, autoridades policiais passaram a acompanhar o caso para avaliar possíveis implicações legais.
Assista ao vídeo:
Secretaria de Segurança se manifesta
Diante da gravidade do caso, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo (Sesp) se manifestou por meio de uma nota oficial, na qual repudiou a fala do funcionário da lanchonete.
“Mesmo sendo feita, segundo o próprio, em tom de ‘brincadeira’, desejar a morte de agentes públicos que saem de casa todos os dias com a missão de proteger a população é um fato lamentável e, com toda certeza, não representa o desejo da maioria dos capixabas, que reconhecem a importância dos policiais para a sociedade.”
A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil deve ouvir testemunhas e analisar as circunstâncias da gravação. Dependendo do entendimento das autoridades, o ex-funcionário pode responder por ameaça ou incitação ao crime.
