Ao assumir o trono de São Pedro, o Papa Leão XIV herda mais do que os símbolos milenares do Vaticano, carrega também a missão de dar continuidade ao legado de seu antecessor, o Papa Francisco. Um dos temas mais polêmicos envolvendo o novo Papa, é entre a Igreja Católica com a comunidade LGBTQIAPN+, área em que Francisco avançou com gestos e discursos de acolhimento.
Em sua primeira fala como pontífice, Leão XIV procurou transmitir uma mensagem de fé e esperança. “Ainda conservamos em nossos ouvidos aquela voz corajosa do Papa Francisco que abençoava Roma e dava sua bênção ao mundo inteiro naquela manhã do dia de Páscoa (na véspera da morte do argentino). Permitam-me a dar sequência, aquela mesma bênção: Deus ama a todos. O mal não prevalecerá. Estamos todos na mão de Deus, portanto, sem medo, unidos, mão a mão com Deus entre nós, sigamos adiante”, declarou à multidão que se reuniu na Praça de São Pedro.




Apesar do tom conciliador, o histórico de Leão XIV, nascido Robert Francis Prevost, sinaliza um posicionamento mais conservador. Quando era bispo em Chiclayo, no Peru, opôs-se publicamente a um projeto do governo local que propunha incluir a discussão de gênero no currículo escolar. “A promoção da ideologia de gênero é confusa, porque busca criar gêneros que não existem”, afirmou na época.
Essa postura contrasta com a de Francisco, que, apesar das resistências internas, afirmou não se sentir no direito de julgar os homossexuais e autorizou a bênção de casais do mesmo sexo, em um marco inédito para a Igreja Católica.
Declarações polêmicas
Em 2012, durante sua passagem por Roma, Papa Leão XIV criticou o que chamou de influências negativas da cultura ocidental. “A imprensa ocidental e a cultura fomentam simpatias por crenças e práticas contrárias ao evangelho”, disse. Entre os exemplos citados por ele estavam o “estilo de vida homossexual” e “famílias alternativas compostas por parceiros do mesmo sexo e suas crianças adotadas”.
