O fisiculturista Gabriel Ganley, encontrado morto aos 22 anos no sábado (23/05), comentou nas redes sociais sobre um ganho de aproximadamente 20 quilos em apenas dois dias após uma fase intensa de preparação para campeonatos de fisiculturismo. As informações são da Quem.
Durante uma transmissão ao vivo, Gabriel explicou que passou por 24 semanas de preparação física antes de competir em junho do ano passado. Nesse período, o influenciador seguiu uma alimentação bastante restritiva e utilizou estratégias comuns no fisiculturismo, como o “carb up”, técnica baseada no aumento do consumo de carboidratos antes das disputas.





Influenciador contou detalhes sobre compulsão alimentar
Segundo Gabriel, a mudança no comportamento alimentar começou após a competição, durante uma viagem aos Estados Unidos. “Minha cabeça tinha feito missão concluída. Eu comecei a comer e fui comendo desesperadamente”, afirmou.
O atleta também detalhou os alimentos consumidos durante o período. Gabriel disse que ingeriu “nove caixas de barrinha de proteína”, além de cookies, biscoitos de arroz com xarope e pasta de amendoim.
Em junho de 2025, Gabriel contou aos seguidores que mantinha peso entre 84 kg e 86 kg durante um “jejum sem filtro”, termo utilizado pelo influenciador para definir protocolos rígidos de alimentação. Semanas antes da morte, o fisiculturista estava próximo dos 100 kg. A preparação esportiva recebia orientação do coach Marcelo Cruz.
O laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal apontou que Gabriel sofreu morte súbita provocada por cardiomiopatia hipertrófica. A condição provoca espessamento do músculo cardíaco, dificultando o funcionamento adequado do coração.
A doença costuma ter origem genética, mas especialistas apontam que o uso de anabolizantes pode agravar o quadro. Nas redes sociais, Gabriel mencionava o uso de hormônios e insulina com objetivos estéticos.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
