O homem-bomba que morreu em um atentado na frente do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (13) recebeu auxílio emergencial durante a pandemia. Entre os anos de 2020 e 2021, ele foi beneficiado com pelo menos 14 parcelas do programa governamental.
A ajuda era destinada a apoiar financeiramente a população durante o auge da crise sanitária causada pela Covid-19. As informações foram dadas pela coluna Igor Gadelha do Metrópoles.




Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, também conhecido como Tiü França, recebeu o benefício de junho de 2020 até outubro de 2021, somando um total de R$ 4.650. O valor foi distribuído em cinco parcelas de R$ 600, duas de R$ 300 e sete de R$ 150, destinadas a cobrir despesas essenciais durante o período de crise sanitária.
Histórico e ocupação de Francisco Wanderley Luiz
Residente em Rio do Sul, Santa Catarina, Francisco atuava como chaveiro e também organizava eventos locais, que divulgava em suas redes sociais ao longo de 2021. Além disso, ele tentou uma carreira política, candidatando-se a vereador nas eleições de 2020 pelo Partido Liberal (PL), mas não conseguiu se eleger.
Na época, declarou ao TSE possuir um patrimônio de R$ 263 mil, incluindo veículos e um imóvel residencial. Nas redes sociais, ele seguia personalidades da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o escritor Olavo de Carvalho.
Aluguel de casa em Brasília e investigação
Em agosto de 2024, Francisco comunicou a integrantes do gabinete do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) que havia alugado uma casa em Ceilândia, Brasília. Após a explosão na Praça dos Três Poderes, o imóvel foi alvo de uma busca policial, onde foram encontradas bombas e materiais para fabricar novos explosivos.
