Na província de Golestão, no Irã, um homem foi enforcado em praça pública após ser declarado culpado de roubo e homicídio. Sajad Molaei Hakani foi amarrado a um guindaste, enquanto uma multidão, composta por adultos e crianças, assistia e aplaudia a execução. O episódio chocante ocorre dez meses depois de ele ser acusado de assassinar uma mulher e seus três filhos durante um roubo.
Segundo o tabloide britânico The Sun, Molaei Hakani foi condenado à qisas, uma forma de “retaliação equivalente” prevista na lei islâmica. A esposa do homem também deverá ser executada futuramente, ainda na prisão.
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, tem usado enforcamentos em praça pública como um “aviso” para quem desrespeita as normas do país, principalmente em momentos de crise, para evitar rebeliões. Em julho, a agência estatal Fars News, ligada à Guarda Revolucionária, publicou um apelo para repetir o massacre de 1988, quando cerca de 30 mil presos políticos foram mortos.
Conselho
O Conselho Nacional de Resistência do Irã (CNRI) alerta que a comunidade internacional precisa agir para impedir que tais medidas continuem. Dowlat Nowrouzi, representante do CNRI no Reino Unido, afirmou ao The Sun: “A falha da comunidade internacional em responsabilizar o regime por suas atrocidades permitiu que ele desfrutasse de impunidade. Já passou da hora de responsabilizar Ali Khamenei e outros por esses crimes.”
Ainda de acordo com o CNRI, somente em junho, 176 prisioneiros foram executados no Irã, com uso constante de tortura psicológica, ameaças a familiares e julgamentos simulados para condenar críticos do regime com acusações forjadas.
