Um homem de 39 anos foi preso em flagrante na quinta-feira (6), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sob suspeita de se passar por médico. Segundo a Polícia Civil, ele foi detido enquanto fazia um atendimento residencial a uma criança de 10 anos que tem um tumor no cérebro. As informações são do Tempo.
Identificado como Diogo dos Santos Serpa, o suspeito teria afirmado aos policiais que estava no último período do curso de medicina. No momento da prisão, ele portava carimbo e receituários em nome de outro médico.




De acordo com a investigação, Serpa se apresentava desde outubro de 2025 como o profissional responsável pelo atendimento domiciliar da criança. Nesse período, teria prescrito medicamentos, solicitado exames e feito encaminhamentos médicos.
A Polícia Civil afirma que ele utilizava carimbos falsificados e o número do registro profissional de outro médico no Conselho Regional de Medicina (CRM).
Mãe desconfiou durante atendimento
A investigação começou depois que a mãe da criança percebeu inconsistências durante os atendimentos. Ela pesquisou o nome usado pelo homem e descobriu que a fotografia associada ao profissional era de outra pessoa.
Diante da suspeita, a mulher procurou a 63ª Delegacia de Polícia, que passou a investigar o caso.
Durante a operação que resultou na prisão, os agentes apreenderam o material utilizado pelo suspeito. Entre os itens estavam carimbos e receituários com o nome de outro médico, inclusive documentos que já estavam preenchidos e carimbados.
Suspeito responde a vários crimes
Serpa foi autuado por exercício ilegal da medicina com fins lucrativos, uso de documento particular falso, falsa identidade, tentativa de estelionato e perigo para a vida ou a saúde de outra pessoa.
A defesa apresentou um habeas corpus à Justiça e argumentou que a prisão não seria necessária porque as principais provas para a investigação já teriam sido obtidas.
“Ainda que os elementos já colhidos possam justificar a continuidade da investigação, a existência de indícios de autoria não torna automática a prisão preventiva”, afirmou a defesa no pedido apresentado à Justiça.
A reportagem procurou o advogado Arthur Lavigne, que representa Serpa, mas não recebeu resposta.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito já tinha registros criminais por falsidade ideológica, furto de medicamentos em farmácia, furto em farmácia e peculato.
