A decisão da Igreja Batista da Praia do Canto (Igreja da Praia), em Vitória (ES), de não realizar um culto devido a um jogo da seleção brasileira provocou uma forte reação e discussão nas redes sociais. A decisão de suspender o evento religioso para permitir que os fiéis assistissem ao jogo gerou debates sobre as fronteiras entre a prática religiosa e as expressões culturais no país.
Partidas
Em um comunicado, o pastor local Usiel Carneiro de Souza justificou a decisão, apresentando-a como uma interpretação do entendimento de culto e da dinâmica comunitária da igreja. Ele contestou as críticas que interpretavam a suspensão como uma desvalorização do evento religioso, oferecendo uma perspectiva específica sobre o significado da reunião cristã.



O pastor Usiel Carneiro de Souza detalhou sua perspectiva sobre o que o culto não é. Ele afirmou que o culto não é um encontro com Deus, pois com Ele nos encontramos diariamente e a qualquer momento, e não é um momento sagrado em si, já que a vida e cada ser humano são sagrados.
“Talvez alguém considere um absurdo que a igreja suspenda um culto por causa de futebol. Bem, isso revela o que é o culto para essa pessoa e o que ele é para nós. Comecemos pelo que ele não é!”, afirmou. “Ele não é um encontro com Deus pois com Ele nos encontramos todo dia e a toda hora. Ele não é um momento sagrado porque sagrada é a vida e cada ser humano. Então, o que ele é? Ele é um encontro entre nós para juntos aprendermos e nos animarmos à fé e às boas obras.”
O líder religioso também mencionou a possibilidade de flexibilização dos encontros e incentivou a participação em outras reuniões. Ele completou o comunicado com um convite para que, nesta quarta-feira específica, os fiéis torcessem pela seleção brasileira e se divertissem, indicando a não realização do culto.
Redes
Nas redes sociais da igreja, a decisão dividiu opiniões. Comentários críticos expressaram surpresa e desaprovação, como um internauta que questionou a natureza da ministração em uma igreja que cancela culto por futebol, e outro que ironizou: “Primeiro as coisas do mundo, depois as de Deus”.
