Novas imagens de satélite mostram os efeitos do bombardeio realizado por Israel na última sexta-feira (13) contra a usina nuclear de Natanz, no Irã. A instalação, conhecida por ser um dos principais centros de enriquecimento de urânio do país, teve a estrutura externa comprometida, de acordo com autoridades iranianas. As informações são do UOL,
Tanto o governo do Irã quanto a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) reconheceram que o ataque causou destruição parcial da instalação. Localizada na região central do país, a usina de Natanz tornou-se pública em 2002 e desde então é uma das mais monitoradas do programa nuclear iraniano.



O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à emissora norte-americana Fox News que as Forças de Defesa de Israel atingiram “a principal instalação de enriquecimento de urânio” do Irã. A AIEA, por sua vez, destacou que os danos se restringiram à superfície do complexo. Segundo Rafael Grossi, diretor-geral da entidade, “não houve novos danos” desde o ataque de sexta-feira. Ele ainda acrescentou: “Não houve novos danos” e “não há indícios de que ataques israelenses atingiram a parte subterrânea.”
Registros aéreos detalham impactos visíveis na superfície
As imagens feitas por satélite permitem observar a destruição de estruturas externas da usina, evidenciando o impacto dos bombardeios realizados pelas forças israelenses. A parte superior do complexo, situada acima do solo, foi a mais afetada.
O complexo de Natanz é dividido entre construções de superfície e estruturas subterrâneas. Esta segunda parte foi projetada justamente para resistir a ataques aéreos. Segundo Rafael Grossi, “nada indica que houve um ataque físico contra a parte subterrânea.” A instalação possui cerca de 70 cascatas de centrífugas utilizadas no processo de enriquecimento de urânio.
Apesar dos danos, a AIEA informou que os níveis de radiação nas instalações iranianas não apresentaram alterações. Grossi declarou que a agência “está pronta para responder a qualquer emergência nuclear ou radiológica em até uma hora” e destacou que o Centro de Incidentes e Emergências permanece em operação contínua “24 horas desde o início das ofensivas.”
Veja o vídeo:
