Nesta quinta-feira (18), um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas analisou o comportamento dos preços de produtos tradicionais do Natal e indicou um cenário mais favorável para a ceia e menos alívio na compra de presentes em 2025. As informações são do Info Money.
O levantamento apurou que a inflação dos itens natalinos somou 0,10% no acumulado de 12 meses até novembro, percentual bem inferior ao avanço observado no mesmo período do ano anterior, quando os preços tinham subido 4,48%. O resultado reforça que o impacto do Natal no orçamento das famílias ocorre de forma desigual entre alimentos e bens de consumo.




Ceia pesa menos no bolso do consumidor
A cesta de produtos ligados à ceia apresentou recuo de 1,44%, influenciada por quedas relevantes em itens básicos. Batata inglesa, arroz e azeite lideraram as reduções, contribuindo para aliviar o custo das refeições típicas da data. De acordo com o instituto, fatores como melhora das condições climáticas no país, normalização de cadeias produtivas e desaceleração internacional de commodities ajudaram a conter os preços.
Apesar do alívio em diversos alimentos, algumas proteínas mantiveram trajetória de alta. Carnes bovinas, pernil, lombo suíno e frango inteiro ficaram mais caros, enquanto o bacalhau voltou a subir após retração no ano anterior, movimento associado ao câmbio e a limitações de oferta no mercado externo.
Presentes mostram alta moderada
No grupo de presentes, a pesquisa identificou aumento médio de 1,41%. Eletrônicos continuaram em queda, embora menos intensa do que em 2024, com destaque para celulares. Já o vestuário apresentou avanço de preços, puxado principalmente pelas roupas masculinas, enquanto itens infantis tiveram comportamento variado, com redução nos calçados.
Segundo Matheus Dias, pesquisador do FGV/Ibre, “O movimento reflete um consumo mais aquecido em 2025, em linha com o mercado de trabalho forte, o que pode ter influenciado na retomada mais acelerada de bens de consumo semiduráveis”.
O pesquisador também avaliou que “A desaceleração global, combinada à melhora das safras, reduziu pressões sobre alimentos, refletindo em uma queda de quase 1% nos preços de alimentos para o consumidor”. Ainda assim, custos logísticos elevados e câmbio em patamar alto mantiveram pressão sobre produtos importados e alguns itens de saúde e beleza.
Com renda em recuperação e mercado de trabalho aquecido, o consumo das famílias sustentou reajustes moderados nos presentes, enquanto a inflação caminha de forma gradual em direção à meta, segundo a análise do instituto.
