Na noite de 28 de novembro, o empresário e influenciador Diolan Rocha foi preso em flagrante por membros da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), após agredir brutalmente sua namorada dentro de um Mercedes-Benz em movimento. O incidente ocorreu nas proximidades do Jockey Club.



O que aconteceu na abordagem policial
Durante a abordagem, Rocha, visivelmente alterado, desafiou um dos oficiais para uma luta. Após fugir do local, ele foi capturado em sua residência pouco tempo depois. O boletim de ocorrência da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) revelou que Rocha dirigia o veículo realizando manobras perigosas em zigue-zague, o que chamou a atenção de dois policiais da Rotam, que estavam terminando seu turno e decidiram seguir o carro.
A direção errática de Rocha quase resultou em um acidente com um motociclista. Quando os policiais se aproximaram, viram Rocha agredindo a vítima, que tentou escapar do veículo em movimento. A perseguição continuou até que o carro fosse interceptado na entrada do Guará. Rocha tentou confrontar os policiais alegando ser lutador, mas acabou fugindo e foi detido em sua residência.
Ferimentos e investigação
A vítima, que apresentava ferimentos visíveis no rosto, braços e pernas, foi levada ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames. Apesar de inicialmente negar as agressões, ela procurou o Ministério Público dias depois para relatar o ocorrido. O caso passou a ser investigado pela 3ª Vara Criminal de Violência Doméstica do Guará. Em 3 de dezembro, a justiça emitiu medidas protetivas para a vítima, determinando que Rocha mantivesse distância.
Posicionamentos de Rocha e defesa
A defesa de Diolan Rocha divulgou uma nota explicando que ainda não teve acesso aos autos do processo, tendo recebido apenas a ocorrência policial inicial, que foi registrada como desobediência e não agressão. Eles destacaram que a ex-namorada de Rocha, Larissa, afirmou não se lembrar dos eventos e negou as agressões.
Rocha também se manifestou em suas redes sociais, reafirmando seu respeito pelas mulheres e afirmando sua inocência, alegando que o ocorrido foi um “fato isolado”. Ele está comprometido em esclarecer os fatos e colaborar com as autoridades durante o processo judicial.
Denúncias e apoio
Se você presenciar ou for vítima de violência doméstica, denuncie através do número 180, disponível a qualquer momento via ligação ou aplicativos como WhatsApp e Telegram. O serviço atende também denúncias de discriminação e violência contra outras populações vulneráveis, como idosos, pessoas com deficiência, e a comunidade LGBT.
