O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios manteve a condenação do influenciador Wilker Leão na quinta-feira (23/04), em Brasília, por injúria e difamação contra um professor da Universidade de Brasília, após gravação e divulgação de aulas sem autorização. As informações são da CNN Brasil.
A decisão em segunda instância negou recursos apresentados pela defesa e fixou a pena em um ano, 11 meses e 10 dias, com cumprimento inicial em regime aberto, além de 58 dias-multa.


Decisão judicial e fundamentos do caso
O processo aponta que o influenciador publicou vídeos com comentários considerados ofensivos, atingindo a honra do docente responsável pela disciplina. O relator do caso, desembargador Cruz Macedo, avaliou que o conteúdo ultrapassou os limites da crítica.
O magistrado destacou que a liberdade de expressão não autoriza a divulgação de material que comprometa a reputação e a dignidade de terceiros, especialmente quando há uso de imagens e áudios sem consentimento.
A análise também considerou que as manifestações incluíam termos depreciativos, o que caracterizou ofensa pessoal, conforme entendimento do tribunal.
Histórico e desdobramentos
Em 2025, a Universidade de Brasília informou o desligamento do influenciador após processo disciplinar. A decisão incluiu impedimento para novas matrículas na instituição.
O caso ganhou notoriedade após a divulgação de vídeos em que o influenciador confrontava professores durante aulas. Até o momento, não houve posicionamento público do condenado sobre a decisão judicial.
