Gina Kasoff leva uma vida que mistura maternidade real e um universo bastante particular. Moradora de Saint Louis, no estado do Missouri (EUA), ela é mãe de cinco filhos adultos, mas também se apresenta como “mãe” de outros 20 bebês — todos reborn, bonecas hiper-realistas feitas de vinil e silicone.
A coleção começou em 2020 e, segundo ela, saiu rapidamente do controle. Cada boneca é produzida artesanalmente por artistas especializados e pode custar, em média, cerca de R$ 6 mil. O apego foi crescendo junto com o número de “filhos”, que hoje ocupam boa parte da casa e da rotina da americana.



As manhãs de Gina começam no quarto das crianças. A mais nova integrante da “família”, Pippa, recebe atenção especial: troca de fralda, colo e cuidados semelhantes aos de um bebê de verdade. Depois, vem o café da manhã coletivo, seguido de uma programação que envolve brincadeiras, tarefas escolares fictícias e passeios.
Rotina encenada virou negócio lucrativo
O cotidiano encenado acabou se transformando em fonte de renda. Gina passou a registrar tudo em vídeos para o YouTube, mostrando desde compras no supermercado até “dias de doença”, banhos e celebrações de datas comemorativas com as bonecas. O conteúdo chamou atenção e viralizou.
Apesar das críticas — muitos internautas classificam o estilo de vida como estranho, triste ou até assustador —, os números falam alto. Em apenas um ano, Gina afirma ter faturado mais de US$ 200 mil com o canal, valor superior ao que ela e o marido já ganharam juntos anteriormente.
Ex-estilista de moda infantil e também proprietária de alguns imóveis alugados, Gina lançou o canal The Dolls Aren’t Real em março de 2024. Desde então, a criação de conteúdo com os bebês reborn se tornou sua principal ocupação — e um investimento altamente lucrativo, independentemente das opiniões alheias.
