Uma tragédia abalou a cidade de Malton, em North Yorkshire (Reino Unido). Savannah Bentham, de apenas 10 anos, foi encontrada morta após ser atacada pelo cachorro da própria família, um American Bully chamado Biggie. A menina estava dentro da caravana onde vivia quando a mãe retornou e presenciou a cena devastadora: a filha gravemente ferida e o animal coberto de sangue.
De acordo com as investigações, o incidente aconteceu em circunstâncias inesperadas. A mãe havia saído por poucos minutos para buscar ajuda com um problema no botijão de gás, deixando Savannah sozinha com o cachorro. Testemunhas afirmaram que a menina tinha uma relação de afeto com o animal, que nunca havia apresentado sinais de agressividade em quatro anos de convivência.


O inquérito policial confirmou que Biggie estava devidamente registrado, castrado e microchipado, conforme a legislação britânica. Mesmo após as mudanças recentes nas regras que restringem a posse de American Bullies, a família tinha permissão para mantê-lo em casa. Exames realizados após o ataque não apontaram problemas de saúde ou qualquer fator que justificasse o comportamento súbito do cão.
Laudo do médico e testemunhas
O médico legista Jon Heath foi categórico: “Savannah morreu em consequência dos ferimentos infligidos pelo cachorro da família, um American Bully. Essa é a minha conclusão neste inquérito. Quero expressar minhas condolências à família de Savannah.” A declaração reforça o impacto da tragédia, que também mobilizou a escola da menina. A diretora Rachel Wells lembrou que Savannah era “uma aluna exemplar, sempre sorridente e querida por todos”.
A comunidade local também ficou marcada pelo episódio. Keith, vizinho aposentado de 68 anos, contou que ouviu os gritos da mãe após o ataque: “‘Meu bebê, meu bebê, meu bebê morreu’. Foi um som que nunca vou esquecer”. Em nota, os familiares declararam estar “totalmente chocados e devastados”, pedindo privacidade para lidar com a perda da filha.
