Duas mulheres foram presas em flagrante em um intervalo inferior a 24 horas após tentarem entrar na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), no Complexo da Papuda, transportando drogas escondidas nas partes íntimas. De acordo com a Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), os entorpecentes apreendidos teriam valor superior a R$ 29 mil caso fossem vendidos no interior das unidades prisionais.
As ocorrências foram registradas durante os procedimentos de fiscalização realizados na entrada da unidade. Em ambos os casos, as visitantes acabaram identificadas pelos protocolos de segurança e encaminhadas para os procedimentos legais após a confirmação da presença dos entorpecentes.

Scanner corporal e confissão levaram às apreensões
O primeiro caso aconteceu na quarta-feira (22/7). Durante a inspeção de rotina, o scanner corporal apontou uma alteração na região pélvica de uma das visitantes. Diante da suspeita, ela foi levada ao Hospital Regional do Gama (HRG), onde retirou voluntariamente um invólucro escondido na vagina contendo cerca de 50 gramas de maconha do tipo ICE. Posteriormente, o exame preliminar realizado pela Polícia Civil confirmou que o material apreendido era maconha.
Na quinta-feira (23/7), menos de um dia depois da primeira ocorrência, outra mulher também foi abordada durante o controle de acesso à penitenciária. Após levantar suspeitas entre os policiais penais, ela foi conduzida à delegacia. Ao ser informada de que passaria por exames médicos, confessou que escondia um pacote de drogas no ânus.
O invólucro foi retirado e submetido à perícia preliminar, que apontou a presença de aproximadamente 98 gramas de cocaína. As duas visitantes foram encaminhadas à 30ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, onde acabaram autuadas em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
Ao todo, a Polícia Penal apreendeu 148 gramas de entorpecentes. Segundo a corporação, se a droga tivesse sido entregue aos detentos, o material poderia movimentar mais de R$ 29 mil, já que o valor cobrado por esse tipo de substância dentro do sistema prisional costuma ser muito superior ao praticado fora das unidades de detenção.
