Momentos antes de morrer, a comerciante Caline Arruda dos Santos, assassinada pelo próprio filho de nove anos no último dia 25 de setembro, em Parelheiros, zona sul de São Paulo, teria feito um último e comovente pedido. Segundo testemunhas, já ferida, ela pediu um abraço ao filho mais velho, ao primo da criança e também ao menino que a atacou.
Caline foi atingida por uma facada única, dada com uma faca que o garoto havia escondido sob a blusa. O golpe atingiu a região abaixo do seio e perfurou o fígado e um rim, causando a morte da mulher. O crime aconteceu logo após ela repreender o menino, que brincava em frente ao comércio da família.

Testemunhas relataram ao Metrópoles que, antes de perder a consciência, Caline disse: “Paulo, me dá um abraço, Juraci, [criança de 9 anos]. Me dá um abraço porque eu não vou resistir.” O filho mais velho e o primo atenderam ao pedido, mas o garoto responsável pelo ataque permaneceu imóvel.
Menino descreveu a facada como um ‘furinho’
Segundo Maria, ex-cunhada da vítima, o menino não compreendia a gravidade do que havia feito. Ele chegou a dizer que a mãe tinha apenas “levado um furinho” e estava no hospital, mas mais tarde confessou à polícia: “Furei minha mãe, e ela foi para o hospital.” Por ter menos de 12 anos, o garoto não pode ser responsabilizado criminalmente, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
