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Mulher que asfixiou o marido com sacola e enterrou corpo em freezer confessa crime

Cláudia Hoeckler aguardava julgamento em liberdade, mas Justiça mandou prendê-la novamente.
Cláudia Tavares Hoeckler e Valdemir Hoeckler (foto Reprodução Redes Sociais) 3

Cláudia Tavares Hoeckler e Valdemir Hoeckler (foto Reprodução Redes Sociais) 3

A pedagoga Cláudia Tavares Hoeckler, de 42 anos, foi presa no último sábado (1º), em Santa Catarina, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar a liberdade provisória. Cláudia confessou ter assassinado o marido, Valdemir Hoeckler, em novembro de 2022, ao asfixiá-lo com uma sacola plástica e esconder o corpo em um freezer doméstico. O crime ocorreu em Lacerdópolis, cidade no interior do estado.

Primeiro, a Justiça de SC permitiu que ela aguardasse o julgamento em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica, pois ela tinha colaborado com a investigação. Porém, o Ministério Público recorreu, e o STJ decidiu pelo retorno imediato da ré à prisão, diante da gravidade do crime e da premeditação envolvida.

Polícia teve atenção despertada por freezer cheio

Durante as investigações, a polícia descobriu o corpo de Valdemir após notar inconsistências no relato da esposa. Um vizinho contou que o freezer da casa estava vazio dias antes do suposto desaparecimento. Quando os agentes vistoriaram o local, o eletrodoméstico estava cheio de alimentos congelados, sem registro de compras recentes. Ao removerem os produtos, encontraram o corpo do marido escondido há cinco dias.

Segundo os investigadores, Cláudia drogou o companheiro com sonífero, o matou enquanto dormia e encobriu o crime ao relatar falsamente o desaparecimento. A mulher se apresentou voluntariamente à Penitenciária Feminina de Chapecó e gravou um vídeo antes da entrega: “Vou fazer o que a Justiça determinou”.

À Justiça, Cláudia alegou que sofria violência física, sexual e psicológica por parte do marido, e que decidiu matá-lo após anos de abusos. Disse que o homem a espancava até mesmo com a filha no colo, e que o assassinato foi motivado por uma agressão pública dias antes do crime. Após matar o companheiro, afirmou ter se sentido “mais livre do que nunca”.

Atualmente, a defesa está a cargo do advogado Matheus Molin, que assumiu o caso no modelo de “causa de sucesso”, logo, Cláudia só pagará se for absolvida. O antigo advogado cobrava R$ 250 mil pelos serviços.

alfinetei

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