Na última segunda-feira (7), Erin Patterson, de 50 anos, foi considerada culpada pelo assassinato de três parentes do ex-marido e pela tentativa de matar um quarto convidado, após servir um almoço em sua casa na zona rural de Leongatha, Austrália, em julho de 2023. A mulher preparou porções individuais de filé Wellington, um prato que inclui uma pasta de cogumelos e, segundo a acusação, adicionou cogumelos venenosos à receita de forma intencional. As informações são da BBC.
No total, cinco pessoas participaram da refeição. Três delas, Gail e Don Patterson e Heather Wilkinson, morreram em poucos dias, enquanto Ian Wilkinson, o único sobrevivente, passou semanas em coma. O ex-marido de Erin, Simon Patterson, não compareceu ao almoço. Ele seria inicialmente uma das vítimas, mas as acusações contra ele foram retiradas antes do julgamento.



Defesa diz que foi apenas um acidente
Durante nove semanas, o júri ouviu evidências de que Erin teria coletado os cogumelos do tipo cicuta verde, considerados altamente tóxicos, e mentido para a polícia sobre o uso de um desidratador de alimentos, que depois foi jogado no lixo. A mulher também teria alegado falsamente que tinha câncer para atrair os convidados para o encontro.
A defesa afirmou que tudo não passou de um trágico acidente e que Erin também teria passado mal após a refeição, mas os exames médicos não encontraram nenhum sinal de intoxicação nela ou nos filhos, que teriam consumido sobras do prato. A promotoria, por outro lado, destacou as inconsistências em seus depoimentos e o fato de ela ter manipulado provas.
Sem apresentar um motivo claro, a promotoria convenceu o júri de que a mulher agiu com intenção. Erin Patterson agora pode passar o resto da vida na prisão. Ela tem 28 dias para recorrer da sentença. As famílias Patterson e Wilkinson pediram privacidade após a decisão.
