Christa Pike, condenada pela morte de uma colega de escola, sobreviveu a uma tentativa de execução realizada no Tennessee, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (30/9). A mulher, que está presa há mais de três décadas, foi submetida ao procedimento em uma unidade prisional de segurança máxima em Nashville e posteriormente encaminhada para atendimento médico.
De acordo com as autoridades estaduais, pelo menos duas aplicações de injeção letal foram realizadas, mas o procedimento não foi concluído. Em comunicado, o Departamento de Correção do Tennessee afirmou: “Os produtos químicos utilizados na injeção letal previstos no protocolo têm sido consistentemente eficazes, e o protocolo não permite procedimentos adicionais além dos que foram realizados nesta noite. Christa Pike foi transportada para uma unidade médica externa”
Investigação deve apurar falha durante procedimento
Ainda não há informações oficiais sobre o estado de saúde de Pike nem sobre o que acontecerá com ela após a tentativa malsucedida de execução. O caso marcou a primeira vez em mais de duas décadas que o Tennessee tentou executar uma mulher. Além da injeção letal, a legislação estadual também prevê a eletrocussão como método de execução.
O governador do Tennessee, Bill Lee, determinou a abertura de uma investigação independente para analisar o que ocorreu durante o procedimento.
Como consequência do episódio, novas execuções no estado foram suspensas até o fim de 2026.
A defesa de Christa Pike tenta há anos impedir a aplicação da pena de morte. Entre os argumentos apresentados pelos advogados está o histórico de abuso sexual que, segundo a defesa, ela teria enfrentado durante a infância. As medidas adotadas para reverter a condenação, porém, não tiveram resultado.
