Trabalhadores em todo o país começaram a receber valores mais altos no pagamento efetuado entre o fim de janeiro e os primeiros dias de fevereiro, após a entrada em vigor do novo salário mínimo na quarta-feira (01/01). O piso nacional foi reajustado para R$ 1.621 e já aparece no contracheque referente ao primeiro mês de 2026. As informações são do O Globo.
O aumento representa acréscimo de R$ 103 em comparação ao valor anterior, equivalente a uma alta de 6,79%. Com a atualização, o valor diário corresponde a R$ 54,04 e o valor por hora a R$ 7,37.



Veja quem é impactado pelo novo valor
Além de empregados que recebem um salário mínimo ou múltiplos desse montante, o piso nacional serve como base para aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. Entre eles estão pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social, parcelas mínimas do seguro-desemprego e repasses do Benefício de Prestação Continuada. A contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais também é influenciada pelo novo valor, assim como indenizações fixadas pelos Juizados Especiais.
Dos 40,7 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais pagos atualmente, 28,5 milhões correspondem a até um salário mínimo. Esses beneficiários passam a receber R$ 1.621 a partir da folha de janeiro, quitada nos últimos dias úteis do mês e no início de fevereiro.
O valor definido ficou abaixo da estimativa anterior do governo federal, que projetava R$ 1.627 para 2026. A diferença está ligada ao comportamento da inflação, um dos critérios considerados na fórmula de cálculo.
Para estabelecer o reajuste, foi utilizada a variação acumulada em 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor até novembro. O percentual divulgado em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foi de 4,18%.
